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Canteiros abertos: Parque Olímpico / Será realizada no dia 29/11, às 11h, mais uma visita guiada a um importante canteiro de obras no Rio: desta vez, ao Parque Olímpico da Barra da Tijuca. A visita é uma extensão da exposição RioNow, que pode ser vista até 1 de dezembro no Centro Cultural São Paulo, na X Bienal de Arquitetura.

Para participar, é preciso enviar com antecedência nome completo, telefone, email e identidade para:
atendimentoparqueolimpico@xbienaldearquitetura.org.br. São apenas 30 vagas. A visita será acompanhada por Claudia Escalarte (Coordenadora Técnica do Parque Olímpico - Empresa Olímpica Municipal), Pedro Rattes (Assessor de Projetos - Empresa Olímpica Municipal) e Adam G. Williams (arquiteto - AECOM).

Os visitantes devem usar calça comprida e sapato fechado com sola de borracha (sem salto), e apresentar-se no local (
Av. Aberlardo Bueno s/nº - Barra da Tijuca - Entrada pelo Portão 2) com 15 minutos de antecedência, munidos de documento de identidade. Só terão acesso ao canteiro os visitantes que cumprirem estas condições.



Foi lançada ontem a licitação da obra da Arena de Handebol, uma das estruturas temporárias das Olimpíadas de 2016, a ser construída no Parque Olímpico da Barra.
 
A arena terá capacidade para 12 mil espectadores e ocupará uma área de cerca de 35 mil m2. As obras estão previstas para começar no primeiro semestre de 2014 e terminar no segundo semestre de 2015. Depois dos jogos, a estrutura será desmontada e remontada, dando origem a quatro escolas municipais (três na Barra e uma em São Cristóvão), com capacidade para 500 alunos cada. 
 
Neste sentido, o projeto - desenvolvido por um consórcio formado por Lopes Santos & Ferreira Gomes Arquitetos, Oficina de Arquitetos, MBM Serviços de Engenharia e DW Engenharia - se apresenta com um caráter inovador em relação às instalações olímpicas tradicionais, ao introduzir uma concepção baseada na ideia de montagem, desmontagem, deslocamento e remontagem - no caso, a partir dos mesmos elementos básicos, que ao serem remontados, assumem novas relações, definem novos espaços e configurações, acolhendo também novos usos.

Ainda não conheço do projeto mais do que o pouco publicado na imprensa e no site da Empresa Olímpica Municipal (http://www.rio.rj.gov.br/web/eom/exibeconteudo?id=4463719). Mas em princípio desconfio que não se trata propriamente de uma "arquitetura nômade", como tem sido divulgado. Mesmo porque tudo indica que a remontagem se dará uma única vez. Ou seja, ainda que potencialmente admita-se uma itinerância ou deslocamento contínuo - de acordo com a natureza própria do nômade - a estrutura logo se tornará sedentária, contradizendo assim o princípio sobre o qual se apoia. Mas se a definição da proposta pode ser um pouco forçada do ponto de vista conceitual, nada diminui seu potencial interesse como estratégia possível de reutilização criativa e sensível a preocupações ambientais contemporâneas, num passo adiante em relação aos chavões desgastados da sustentabilidade e às respostas que tem sido dadas à demanda de construção de um legado olímpico para a cidade.  Neste sentido, por si só, o projeto merece atenção. Abre-se com ele a possibilidade de introduzir uma diferença em termos da arquitetura que costuma fazer par com os mega eventos esportivos internacionais.
 
 
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CRIT no Rio / Os arquitetos indianos Rupali Gupte e Prasad Shetty (CRIT/ Collective Research Initiatives Trust, baseado em Mumbai) estarão amanhã, dia 14, no Curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC, para apresentar seu trabalho na palestra "Being nicely messy" ("Um bom modo de ser bagunçado") às 11h, no edifício IMA. Trata-se de uma oportunidade rara para conhecer e discutir como jovens arquitetos indianos estão lidando com situações urbanas extremamente complexas e desafiadoras.
 
O CRIT está no Brasil a convite da X Bienal de Arquitetura de São Paulo, onde participa do módulo "Modos de Colaborar", realizando vários workshops no SESC-Pompéia.

Mais informações sobre eles aquihttp://crit.in/

 
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Canteiros abertos / No âmbito da X Bienal de Arquitetura de São Paulo, será realizada mais uma visita guiada a um canteiro de obras no Rio: desta vez, ao Parque Olímpico da Barra da Tijuca, dia 29/nov. A visita é uma extensão da exposição RioNow, que pode ser vista até 1 de dezembro no Centro Cultural São Paulo, e tem vagas limitadas. Informações em breve no facebook da Bienal: https://www.facebook.com/xbienaldearquitetura
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David Harvey / No Brasil para uma série de conferências, o geógrafo britânico David Harvey falará sobre o papel das manifestações nas lutas pela transformação das cidades na palestra "Os limites do capital e o direito à cidade", sábado, dia 23, às 11 hs, no Teatro Rival, na Cinelândia.
 
O evento é uma realização da editora Boitempo em parceria com a PUC-Rio, numa realização conjunta do Decanato do Centro de Teologia e Ciências Humanas, o Instituto de Estudos Avançados em Humanidades e o Programa de Pós-graduação em Arquitetura.

Na ocasião, ocorrerá também o lançamento de dois livros: "Os limites do capital", considerada a mais importante obra de Harvey; e "Cidades rebeldes: Passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil", coletânea que inclui um artigo do autor sobre o direito à cidade.
 
A palestra é aberta a todos os interessados, mas as vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas antecipadamente por email, enviando nome completo e telefone para ieah@puc-rio.br.
 

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Río Boom / "Post Scriptum" na última edição da revista argentina Summa+, que acabo de receber:

"Río Boom
 
por Ana Luiza Nobre
 
 
Que há um boom da arquitetura no Rio de Janeiro hoje, ninguém duvida. Em função dos grandes eventos esportivos que vem por aí (Copa do Mundo em 2014, Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2016), a cidade vive um processo acelerado de transformação. Dois museus foram inaugurados nos últimos meses: o MAR/Museu de Arte do Rio e a Casa Daros Latinoamericana. E há pelo menos dois em construção: o Museu do Amanhã e o Museu da Imagem e do Som. Lugares históricos e carregados de simbolismo foram ou estão sendo drasticamente transformados, como o estádio do Maracanã e seus arredores. Vários concursos públicos tem sido realizados, como o do Parque Olímpico, o Porto Olímpico e o Morar Carioca (os dois primeiros destinados a instalações olímpicas, e o último, à meta ambiciosa de urbanizar 260 favelas até 2020). Diversas obras grandiosas de infra-estrutura tem sido executadas, como os teleféricos do Complexo do Alemão (Penha) e do Morro da Providência (Centro), e o Elevador do Cantagalo, em Ipanema. O metrô está sendo ampliado e 4 linhas de corredores expressos para ônibus estão sendo construídas. Um pacote de incentivos fiscais para o setor hoteleiro foi aprovado pela prefeitura.   E na área portuária, emblema máximo das operações em curso, a demolição do elevado da Perimetral segue junto com a abertura de quatro quilômetros de túneis, incluindo trechos escavados sob o centro histórico do Rio de Janeiro e alguns de seus sítios de maior valor histórico, paisagístico e simbólico para a cidade, como o Morro de São Bento e o Morro da Saúde.
Não resta dúvida de que a arquitetura tem um papel central nesse processo. E não por acaso, arquitetos consagrados de várias gerações e latitudes tem batido à porta da prefeitura, das escolas de arquitetura e/ou dos escritórios cariocas. Ao mesmo tempo em que prestigiosas escolas estrangeiras intensificam bases e contatos com arquitetos, empreendedores e instituições locais, enquanto promovem animados workshops e projetos que frequentemente envolvem temas relacionados ao Rio.
Tudo isso é bastante novo - não tem mais que 3 ou 4 anos – e era impensável até pouco tempo atrás, sobretudo para quem (como eu) estudou arquitetura na década de 1980, a assim chamada “década perdida”, caracterizada por uma dura recessão econômica e por uma brutal desaceleração de todas as atividades ligadas à construção civil no Brasil. Na verdade, o boom atual da arquitetura no Rio de Janeiro não pode ser dissociado do fato de que as circunstâncias históricas do país como um todo ─ seu lugar na geografia da cultura e da economia contemporâneas ─ são hoje fundamentalmente diferentes do que eram há dez ou vinte anos atrás. E isso em função de um quadro complexo ligado a vários fatores, como a crescente estabilidade política e econômica, o aumento da segurança para investimentos e da disponibilidade de recursos financeiros públicos e privados, a descoberta do pré-sal, e claro, também a crise econômica mundial – que, confirmando as expectativas do então presidente Lula, parece ter chegado aqui de fato como uma “marola” (se comparada à tsunami que atingiu países como Itália, Espanha e Estados Unidos, por exemplo).
Essa situação não decorre, em todo caso, de pressões exercidas de dentro da disciplina. Ao contrário, no campo da prática da arquitetura no Rio de Janeiro, as últimas décadas foram marcadas, de uma maneira geral, pela ausência de uma produção mais significativa, sobretudo quando comparada à intensa produção da arquitetura paulista nos anos 90 – culminante com o reconhecimento internacional de Paulo Mendes da Rocha, premiado com o Pritzker em 2006.
Olhando retrospectivamente a produção projetual carioca, pode-se dizer que a maior contribuição do Rio nesse período foi dada em termos de duas experiências concomitantes, mais ligadas ao campo do urbanismo: o laboratório de desenho urbano que foi o projeto Rio-Cidade, e o processo de urbanização de favelas iniciado com o programa Favela-Bairro, implantados respectivamente em 1993 e 1994.  Ao mesmo tempo, o campo acadêmico abriu-se para a reflexão historiográfica e para os estudos culturais, com trabalhos que ofereceram uma contribuição significativa para a discussão crescente sobre a experiência moderna no Brasil, em sua desafiadora singularidade e complexidade.
Em todo caso, assim como a arquitetura brasileira, de uma maneira geral, a arquitetura carioca enfrentou de uma maneira muito singular a radicalização do campo nos anos 1960, tendendo a distanciar-se do debate teórico internacional num quase autismo que durou décadas. Em parte isso pode ser explicado pelo acirramento das tensões políticas no país, após 1964, e pelas restrições impostas ao exercício do pensamento crítico, em todas as esferas, sob o regime militar. Mas em parte, também, pela autoconfiança talvez excessiva gerada pelo sucesso sem precedentes da arquitetura brasileira – e carioca, em particular - nas décadas de 1940 e 50, que culminou com Brasília, espécie de “canto do cisne” da arquitetura moderna no Brasil. 
Mas o fato é que a crise do idealismo moderno, que levou a uma crítica profunda da disciplina da arquitetura e do urbanismo na segunda metade do século XX, também chegou aqui como uma “marola”, se tanto. O problema da linguagem, por exemplo, que levou ao questionamento profundo da representação por parte de arquitetos como Peter Eisenman, permaneceu praticamente intocado aqui, onde no máximo encontramos ecos – nem sempre muito elaborados - de Rossi, Venturi e Lynch.
Sim, talvez o legado dos grandes eventos para os quais a cidade se prepara possa não ser um projeto ou uma edificação, propriamente, mas uma mudança de pensamento e de postura no meio da arquitetura local. Mas a questão mais premente hoje é como a arquitetura carioca vai responder simultaneamente à urgência exigida pelo calendário dos programas políticos, dos investimentos e dos megaeventos internacionais, e às questões colocadas à prática e à disciplinaridade nos últimos tempos, dentro de um debate do qual na verdade pouco acompanhou e menos ainda participou. 
A pressa que domina o atual processo de transformação da cidade pode não ser de todo nova, já que pelo menos duas vezes o Rio se viu diante de urgência semelhantes: no início do século XIX, com a transferência da Corte portuguesa, e no início do século XX, com as reformas do prefeito e engenheiro Pereira Passos. Mas se o boom atual da arquitetura carioca for mesmo apenas o resultado de fenômenos extra-arquitetônicos, aí sim teremos razões para nos preocupar."
 
 











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Canteiro aberto / O acontecimento da construção é algo que nenhum desenho ou maquete alcança, e quase sempre a obra acabada oculta ou faz desvanecer. Só no calor do canteiro é que se pode de fato entender o enorme esforço humano inerente à arquitetura, ver como a técnica se processa em termos de energia, fluxo, movimento, mecânica. Não tenho dúvida, por isso, de que a abertura ao público dos canteiros de obras em curso na cidade pode ser um dos legados olímpicos mais preciosos para a arquitetura do Rio de Janeiro, além de um bem-vindo sinal de transparência.  Mas lamentavelmente a maioria dos nossos canteiros públicos continua inacessível ao acesso público. 

É uma alegria, portanto, anunciar que estão sendo organizadas duas visitas ao canteiro do MIS/Museu da Imagem e do Som, projeto de Diller Scoffidio + Renfro, no âmbito da X Bienal de Arquitetura de São Paulo.
 
As visitas se configuram como uma extensão da exposição "RioNow" (até 1/dez no Centro Cultural São Paulo), e visam contribuir para fomentar o debate público sobre as obras em curso no Rio, com base numa aproximação pontual, mas efetiva, dos problemas e desafios enfrentados num canteiro de obras de grande dimensão e complexidade.
 
Mas atenção: será preciso cadastrar-se antes, e o limite máximo será de 10 pessoas por visita. Informações detalhadas em breve, no facebook da Bienal:
https://www.facebook.com/xbienaldearquitetura

 
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 + Bienal / Alguns ecos na mídia, recolhidos em meio a avalanche dos últimos dias:

Folha de S.Paulo (texto dos curadores):
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2013/10/1351801-as-cidades-em-processo.shtml


Globonews:
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/t/todos-os-videos/v/bienal-de-arquitetura-de-sao-paulo-ocupa-varios-pontos-da-cidade/2885663

Metrópolis, TV Cultura:
http://www.youtube.com/watch?v=MTG-LXMNZJk&feature=c4-overview&list=UUjOJvvYe6tyEHY21OD33h8A
(nesta, destaque para a maquete feita por alunos do CAU/PUC-Rio de um dos "Bairros Verticais" que Sergio Bernardes propôs para o Rio, em 1965, e pode ser vista agora em escala 1:125, no Centro Cultural São Paulo)



 
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Dia 10, quinta-feira: palestra de Francesco Careri, " Walkscapes. O caminhar como pratica estetica" , 14 hs, auditorio FB8, ed. Frings, PUC-Rio.


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Educação /  "O professor é meu amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo."
Pilotis da PUC aceso em debate sobre a greve dos professores da rede pública (estadual e municipal) do Rio de Janeiro e os violentos confrontos com a polícia nos últimos dias. 

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Nem tudo são flores / Eu não vi o filme "Flores raras e banalíssimas", mas também fiquei pasma quando soube como alguns dos nossos maiores arquitetos foram simplesmente ignorados - quando não tiveram suas melhores obras (uma casa premiada na Bienal de São Paulo, inclusive) intercambiadas por obras de outros arquitetos, simplesmente.

Identificar os projetos e papéis de cada um (Sergio Bernardes, Affonso Eduardo Reidy, Roberto Burle Marx, entre outros) não desmereceria em nada o valor extraordinário de Lota. Pelo contrário, mostraria como ela foi capaz de construir e coordenar uma equipe notável, composta por grandes profissionais, em prol da realização de um dos espaços públicos mais extraordinários do Rio e do mundo: um parque de 6km de extensão à beira-mar, onde antes eram só pistas expressas.

Isso também ajudaria a colocar em foco muitas das tensões e conflitos próprios da arquitetura e da sociedade brasileira - que, pelo que se vê, ainda há quem insista em continuar a varrer para debaixo do tapete.

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Walkscapes / O arquiteto Francesco Careri, professor da Università degli Studi Roma Tre, estará na PUC dia 10 de outubro apresentando seu livro "Walkscapes: o caminhar como prática estética", um trabalho de referência que discute a expansão do campo disciplinar da arquitetura e a crise das suas categorias interpretativas tradicionais a partir do caminhar como ato primário de transformação do território e construção da paisagem, ação estética e intervenção urbana.
O evento é uma iniciativa do Programa de Pós-graduação em Arquitetura da PUC-Rio, realizado em parceria com o Departamento de Artes e Design, o Curso de Arquitetura e Urbanismo e o Instituto de Estudos Avançados em Humanidades da universidade. 
A palestra será no auditório FB8 (edifício da Amizade, ala Frings, oitavo andar, com acesso pelo sexto andar), em espanhol. 
O livro, já publicado em inglês e espanhol com prefácio de Gilles A. Tiberghien, está sendo lançado agora pela editora Gustavo Gili em português. A apresentação da edição brasileira, escrita pela profa. Paola Berenstein Jacques, está aqui:
E o trabalho no qual Careri está envolvido - que inclui "walkshops" por várias cidades do mundo, e tem origem no grupo nômade Stalker, formado originalmente por jovens estudantes de arquitetura italianos - pode ser visto aqui:
http://www.osservatorionomade.net/


(na imagem acima, uma das muitas versões da New Babylon, a cidade-nômade de Constant - litografia, 1963)
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Vida e Morte na Amazônia / No caderno "Ilustríssima" da Folha de S.Paulo de ontem, um belo artigo sobre Thiago de Mello abre uma discussão importante sobre o estado de conservação de obras pouco conhecidas de Lúcio Costa na Amazônia: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2013/09/1347835-o-poeta-e-a-floresta.shtml

O autor, jornalista Claudio Leal, esteve recentemente nas casas projetadas por Lúcio Costa para o poeta e documentou seu estado atual. As fotos não foram publicadas no jornal, mas estão aqui, por gentileza do autor. E como estou citada na matéria, reproduzo abaixo também as respostas que dei às suas perguntas, na íntegra:

Casa em Porantim do Bom Socorro - primeiro projeto de Lucio Costa para Thiago de Mello, anos 70 (única incluída pelo próprio Lucio Costa em seu livro, "Registro de uma vivência")


Casa em Paraná do Ramos, segundo projeto de Lucio Costa para Thiago de Mello, anos 90


Casa em Porantim do Bom Socorro



Torreão, Porantim do Bom Socorro


Casa em Porantim do Bom Socorro

Casa na Freguesia do Andirá, terceiro projeto de Lucio Costa para Thiago de Mello, anos 90 (residência atual do poeta, que está bem conservada e não se inclui no contexto das casas de Porantim do Bom Socorro e Paraná do Ramos)
- Qual a importância arquitetônica das casas de Thiago de Mello em Barreirinha, projetadas por Lúcio Costa?
As casas são exemplares raros de inflexão da linguagem arquitetônica moderna - em seu caráter por princípio universalizante - a uma situação muito específica, do ponto de vista cultural, climático etc. E tem, por isso mesmo, um valor inestimável para o quadro da arquitetura no Brasil. Se Lucio Costa já havia trabalhado com procedimentos semelhantes num projeto dos anos 1940 - o Park Hotel de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, também com estrutura de madeira - aqui o contexto amazônico é determinante, e se soma ao fato da casa ter sido projetada para um poeta - ou seja, trata-se também de um produto do encontro de dois raros artistas brasileiros, e ao mesmo tempo um testemunho extraordinário do pensamento de Lucio Costa e do modo de habitar de Thiago de Mello.
- É válido o pleito do poeta amazonense de querer que os imóveis sejam tombados, pelo seu valor histórico e arquitetônico?
Mais que o tombamento, deve-se garantir a preservação das obras. O tombamento é um instrumento extremo, que por si só não garante a preservação da obra em sua integridade - como se vê pelo estado lastimável em que se encontram várias obras tombadas, constantemente ameaçadas pelo descaso e a má conservação, a começar pela própria obra máxima da arquitetura moderna no Brasil, o Ministério da Educação e Saúde (atual Palácio Capanema), no Rio de Janeiro, projeto em que a presença de Lucio Costa foi fundamental.
O que pode contribuir para a preservação das casas é o uso permanente e adequado às suas características arquitetônicas. Uma casa viva não morre. Além disso, sua valorização decorre também de uma consciência maior do valor cultural de uma obra como a de Lucio Costa, que por sua própria discrição e interioridade, não teve ainda o amplo reconhecimento que merece.

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Modos de Usar a Cidade
 
Foto: Fotografe modos inovadores e provocadores de usar a cidade, compartilhe no Instagram usando as hashtags #modosdeusaracidade e #projetoencontros.
As fotos postadas até 27 de setembro serão selecionadas pelas equipes da Bienal e do Projeto Encontros e expostas na estação Paraíso durante a X Bienal de Arquitetura. Serão aceitas fotos de qualquer cidade.
 
Fotografe modos inovadores e provocadores de usar a cidade e compartilhe no Instagram usando as hashtags #modosdeusaracidade e #projetoencontros.

As fotos postadas até 27 de setembro serão selecionadas pelas equipes da Bienal e do Projeto Encontros e expostas na estação Paraíso do metrô paulistano durante a X Bienal de Arquitetura (12 de out a 1 de dez). Serão aceitas fotos de qualquer cidade - Rio também, claro.
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Em breve estarão abertas as inscrições para a segunda turma do Mestrado em Arquitetura da PUC-Rio, com início das aulas em março de 2014.

O Programa de Pós-Graduação em Arquitetura, vinculado ao Departamento de Artes & Design da PUC-Rio, possui uma Área de Concentração - Projeto de Arquitetura - e duas Linhas de Pesquisa: Teoria e História do Projeto e Métodos e Processos de Projeto.
As informações sobre o Curso estão aqui:
http://www.puc-rio.br/ensinopesq/ccpg/progarq.html
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Cidade Nova? / Passando pela Cidade Nova recentemente, fiquei surpresa com a quantidade de edifícios novos por ali. Essa área histórica e muito próxima à área portuária, que foi continuamente vitimada por obras viárias e ficou marcada por um longo processo de degradação, está num acelerado processo de adensamento e transformação urbana, com uma concentração de edifícios administrativos que incluem agora, além do Centro de Convenções Sul-América e da própria Prefeitura, a sede do Comitê Olímpico e da Empresa Olímpica Municipal, o Centro de Operações da Prefeitura e o Pavilhão Olímpico.
 
Pela concentração dessas instalações numa área tão central e valiosa, em todos os sentidos, e pela oportunidade indiscutível que novos investimentos como esses representam para a cidade neste momento, seria de se esperar que os projetos apresentassem alguma qualidade, do ponto de vista arquitetônico e urbanístico. Mas o que se vê, mais uma vez, é nenhuma arquitetura: caixas inertes seladas por vidros espelhados, que não se comunicam entre si nem com a rua, nem mostram qualquer compromisso com a construção do espaço público.

 
 
 
Nas ruas cheias de gente, na hora do almoço, caminho com dificuldade até um pequeno conjunto comercial que, junto com o casario revitalizado contíguo, me parece o que há de melhor por ali. Há um tecido urbano, numa escala meio doméstica, que vai se recuperando. Mas a diversidade de usos, que desde os anos 60, com Jane Jacobs, tornou-se uma chave fundamental para garantir a vitalidade da cidade, não parece ter chegado até aqui. Em termos de habitação, o empreendimento mais próximo é o conjunto do Minha Casa, Minha Vida que está sendo erguido no lugar do antigo presídio da Frei Caneca, e já se parece com um nova prisão.
 
Mas nada espanta mais que o Pavilhão Olímpico, prestes a ser inaugurado ao lado da Prefeitura.



Não consegui saber até agora de quem é o projeto. Mas no site "Cidade Olímpica" encontrei este vídeo, que abre com imagens de Barcelona e fala em "oferecer à cidade um equipamento o mais moderno possível". Parece que em breve uma grande maquete digital da cidade estará disponível ali. Mas se este é o modelo que estamos seguindo, sinceramente, não sei o que nos resta.
 
 
 
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Ônibus / E lá vou eu, de novo, de táxi. Ok, mas então volto de ônibus, pelo menos.  É, mas como? Que ônibus passa aqui?

https://www.facebook.com/QueOnibusPassaAqui
 
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Arquitetura da insurreição / A produção do programa "Minha Casa, Minha Vida" - que só no Rio, já conta com mais de 60.000 unidades construídas - mostra o quanto a política habitacional no Brasil permanece longe de produzir um avanço significativo, em termos de qualidade arquitetônica e urbanística. Mas curiosamente, o tema da habitação, de uma maneira geral, não tem emergido com a força que seria de se esperar nas manifestações recentes - a não ser no que diz respeito às remoções forçadas em função de grandes eventos como a Copa e as Olimpíadas (que mesmo assim, ao que parece, ainda não ganharam a atenção pública necessária).
 
Não seria hora de recuperar a "arquitetura insurrecional" do arquiteto francês Jean-Louis Chaneác (1931-1993)?




Uma de suas "células parasitas" - que aliás antecedem em poucos anos a Casa Bola de Eduardo Longo, em São Paulo - chegou a ser instalada clandestinamente, durante a noite, num conjunto habitacional em Genebra, em 1971, por um morador que precisou ampliar o apartamento devido ao nascimento de uma filha, como mostra o vídeo abaixo: