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Libeskind / Procurando notícias na TV ontem à noite sobre o disparo da violência no Rio, dei com um sorridente Daniel Libeskind fazendo propaganda de um grande lançamento imobiliário no Brasil. Libeskind é autor do Museu Judaico, em Berlim, e do projeto que vai substituir as torres do World Trade Center, em Nova York. Logo pensei: este será na Barra. Mas o edifício de Libeskind - "um novo conceito de residência em condomínio", segundo o arquiteto, - ficará no bairro do Itaim-Bibi, em São Paulo. Ah, bom.


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Made in China / Há quem diga que ando desnecessariamente aflita com a urgência que vem conduzindo os processos de transformação urbana no Rio. De fato, se nos compararmos à China...

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Pesquisa em Arquitetura / Centenas de pesquisadores em arquitetura e urbanismo do Brasil inteiro vão se encontrar no Rio entre 29 de novembro e 3 de dezembro, durante o I Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo. Várias mesas redondas - tratando de temas como Arquitetura e Ambiente, Arquitetura e Saúde, Projetos Urbanos, Industrialização e Planejamento, Historiografia, Patrimônio e Museologia - serão realizadas no Clube de Engenharia, entre terça e quinta-feira. A programação está aqui: http://www.anparq.org.br/congressos/index.php/ENANPARQ/1ENANPARQ/schedConf/schedule#salas
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Anti-matéria / No jornal de hoje, o que me chamou a atenção não foi a notícia de que há nove hotéis em vias de serem construídos no Rio - número equivalente aos novos shoppings na cidade, divulgados há uns 15 dias. Também não foi a nota sobre o projeto do novo Hotel Paineiras - objeto de concurso recentemente organizado pelo IAB - que está sendo refeito, "porque não apareceu interessado em investir R$ 40 milhões no projeto de 40 quartos de luxo". O que não me sai da cabeça é uma notícia publicada sem maior destaque na página de Ciência: diz ela que cientistas trabalhando no LHC, maior acelerador de partículas do mundo, "conseguiram pela primeira vez criar e capturar anti-átomos", o que vai lhes permtir investigar a anti-matéria. Não tenho idéia do que isso pode significar para a arquitetura, mas fico imaginando coisas, sem parar: tudo o que o mundo não é.

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Perimetral / Já estive em Porto Alegre outras vezes, mas nunca junto ao rio. Eu o via de longe, ao fundo de uma ladeira, e só. Mas desta vez parti a pé a caminho do Museu Iberê, passei pelo edifício Santa Cruz e cheguei sem pressa à Usina do Gasômetro. Então alcançei o rio. Ele estava ali, do outro lado da avenida, esperando por mim há anos. Mas antes de ir ter com ele parei na praça, sob uma estrutura meio esquecida.

O viaduto bem podia ter sido demolido, mas por algum motivo ficou ali, interrompido no ar. Alguém pensou em deixar também o trem sobre os trilhos (o que me pareceu desnecessário). E vieram os pichadores, claro.

Logo lembrei da Perimetral, no Rio. Ela está condenada à demolição, e de certo modo justamente: é uma estrutura hostil, que se tornou símbolo dos danos causados à cidade pela febre viária dos anos 50. Mas um grupo da UFRJ estudou uma alternativa à demolição, que será apresentada amanhã (quinta), às 19 hs, no IAB. E quem sabe surja então um lugar para o esquecimento.


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Viva Bernardes / Chegando de Porto Alegre, onde estive apresentando o projeto de Sergio Bernardes para o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Bruxelas (1958), fico sabendo que o tão esperado livro sobre o arquiteto carioca está com lançamento marcado: será dia 15 de dezembro, às 20:00, na livraria Argumento do Leblon (Rua Dias Ferreira).

O livro, organizado por Lauro Cavalcanti, reúne uma grande quantidade de material sobre projetos executados e não-executados de Sergio Bernardes e textos de vários autores sobre a sua obra - dentre eles Alfredo Britto, Fares El-Dahdah, João Pedro Backheuser, Guilherme Wisnik, Rafael Cardoso Denis e eu. A edição é da Artviva.

Parece mentira, mas será o primeiro livro, de fato, sobre a obra de Bernardes, um dos maiores arquitetos brasileiros - responsável, entre outros projetos, pelo Pavilhão de São Cristóvão, no Rio, a Casa de Lota Macedo Soares, em Petrópolis, o Hotel Tambaú e o Centro de Conveções, em João Pessoa, o Mausoléu Castello Branco, em Fortaleza, e o polêmico mastro da Bandeira na Praça dos Três Poderes, em Brasília (na foto acima).
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Festa na Laje / Liguei a TV, meio à toa, e fui parar em cima de uma laje no Complexo do Alemão. "Depois rola o mocotó", ótimo documentário de Debora Herszenhut e Jefferson Oliveira, me fez ver diversos usos da laje, que de simples elemento de cobertura se tornou espaço protagonista de muitas favelas cariocas. E antes de traçar meu mocotó, quero dizer que concordo com Dona Vera: "quem tem laje tem tudo”.




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MIS / Depois do silêncio que se seguiu ao resultado do concurso fechado para a nova sede do MIS/Museu da Imagem e do Som, em Copacabana, chegou a hora de conhecer o projeto. Quinta-feira próxima a arquiteta Elizabeth Diller - titular do escritório nova-iorquino Diller Scofidio + Renfro, vencedor do concurso - apresenta o projeto: na PUC, às 19h, no Auditório Padre Anchieta.
Entre os projetos mais recentes do escritório há vários em Nova York, como a reforma do Lincoln Center, a ampliação da Juilliard School e a requalificação do High Line - este, realizado em parceria com o escritório de paisagismo Field Operations, de James Corner.
No projeto do MIS, o escritório de Elizabeth Diller conta com a colaboração local do escritório de Índio da Costa - vencedor do ainda misterioso concurso para a Marina da Glória.
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Porto Urgente / Não me perguntem por quê, mas foi adiado de novo o lançamento do concurso para instalações olímpicas no Porto: será dia 9, terça próxima, às 15 hs. Sempre no Palácio da Cidade, em Botafogo.



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Finados / Hoje é dia dos mortos. E eu, que ainda não morri, aproveito para fazer um pedido: quando eu morrer, levem-me para Estocolmo. Não quero meu corpo sendo arrastado pelas alamedas deprimentes do São João Batista, depois de ter sido velado numa saleta qualquer. Salvem-me, por favor, da feiúra, da frieza e sobretudo do descaso com a morte. Tenho vivido uma vida digna, e mereço morrer dignamente. E já que isso a minha cidade não permite, levem-me, por favor, para Estocolmo, onde neva e faltam amigos, mas a morte pode ser bela.

Posto 11 / nov 10







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Ser Urbano / Campus da PUC, sexta passada: Arquitetura em Líquida ação.












































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Ser Urbano / Teve arrastão na Gávea hoje. Era um bando de uns 60. O que colou está por aí.


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Projetos, Projéteis / O Ser Urbano começou com um tiro certeiro: a visita ao Complexo Esportivo de Deodoro, do escritório mineiro BCMF (preciso escrever sobre isso!). Ontem uma mesa redonda reuniu arquitetura (Guilherme Wisnik), design (Andre Stolarski) e jornalismo (Raul Justes) para discutir a relação entre grandes eventos e a reconstrução da imagem de cidades. E na correria da semana, nem deu pra avisar antes: o lançamento do concurso para instalações olímpicas na área portuária foi adiado para dia 5, às 10 da manhã, no Palácio da Cidade.

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Concursos! / Depois de lançar, em convênio com a Secretaria Municipal de Habitação, o concurso "Morar Carioca - Conceituação e Prática em Urbanização de Favelas" (cujas inscrições estão abertas até 29 de novembro), o IAB-RJ lança terça próxima um concurso nacional de projetos de instalações olímpicas na região portuária. O lançamento será no Palácio da Cidade, em Botafogo, e as inscrições estarão abertas até 3 de dezembro. Mais informações aqui: www.iabrj.org.br


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Ser Urbano 2: Cidade Projétil / A programação da Semana de Arquitetura da PUC já está aqui: http://www.caaupuc.com/serurbano Os eventos são gratuitos e abertos a todos, mas para participar do workshop "Vai Colar?" e da visita ao Complexo de Deodoro convém se inscrever o quanto antes.
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Ser Urbano / O campus da PUC vai esquentar na próxima semana com o Ser Urbano, semana de arquitetura e urbanismo organizada pelo Centro Acadêmico da Arquitetura, que já chega à sua quinta edição. O tema deste ano, "Cidade Projétil", coloca em pauta o futuro do Rio, em vista das perspectivas abertas com grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Haverá mesas-redondas, worskhops, festival de cinema, performances e mais. Além de vários professores do Curso, o evento contará com a presença, entre outros, de Nelson Brissac Peixoto, Cecilia Cotrim, Guilherme Wisnik, Amalia Giacomini, Francisco Cadau, Gerardo Caballero, Alvaro Puntoni, Sergio Magalhães, e dos coletivos Líquida Ação e Heróis do Cotidiano. A semana começa com uma visita guiada ao Complexo Esportivo de Deodoro, projeto premiado do escritório mineiro BCMF, que foi concebido para o Pan e será usado também nas Olimpíadas. Mais informações aqui, em breve.











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Panoramas do Rio / Vindo do Museu de Belas Artes, onde enchi os olhos com os magníficos panoramas da cidade que integram a Coleção Brasiliana Itaú, desci em Ipanema e tive o ímpeto de visitar o mirante recém-inaugurado. Foi bem mais fácil do que eu pensava. Uma das saídas do metrô me conduziu diretamente ao elevador, e então bastou subir alguns lances de escada para chegar ao topo, onde um panorama ainda mais impressionante me aguardava: 360 graus ligando a praia de Ipanema, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Cristo Redentor e o Morro do Cantagalo.

No mirante havia umas 15 pessoas. Todos turistas, como eu. Um jovem distribuía folhetos e oferecia, por 10 Reais, "um encontro direto com a comunidade". "Mas tem que andar rápido", avisava. Um policial fortemente armado e vestindo um colete à prova de balas falava inglês fluentemente. Se não me engano, foi ele mesmo que, já na subida, gentilmente recomendou que descessemos antes das 18 horas. "O elevador funciona 24 horas, mas é que vocês não são da comunidade." Entendido. Disparei a câmera sobre a fresta existente acima do vidro - blindado, claro - e registrei, neste cenário louco, o último pôr do sol de verdade do ano.
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Não é só a mim que o corte fere. Ver comentários no post abaixo.















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Pruitt-Igoe no Fundão / "A arquitetura moderna morreu em St Louis, Missouri, no dia 15 de julho de 1972, às 3:32 da tarde." A notícia já corria há alguns anos quando chegou até mim por meio do livro que ganhei de um amigo, ainda na Faculdade. The Language of Post-Modern Architecture, de Charles Jencks, tomava a implosão do conjunto habitacional de Pruitt-Igoe como um marco simbólico do fim dos ideais da arquitetura moderna. E isso porque, apesar de ter se guiado pela cartilha modernista, e depois de premiado pelo Instituto Americano de Arquitetos, o projeto de Minoru Yamasaki (coincidentemente, o mesmo arquiteto das torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York) fora condenado pelo vandalismo e acabara vindo abaixo numa demolição espetacular, que para muitos arquitetos serviu como argumento para justificar a necessidade de corrigir os rumos da arquitetura e passar a limpo uma tradição de arrogância associada ao Movimento Moderno.

Reencontrei a imagem do edifício vindo abaixo no sinistro koyaanisqatsi, filme dirigido por Godfrey Reggio com música de Philipp Glass. Mas confesso que passei meio ao largo disso tudo enquanto estava na Faculdade. Mesmo porque, embora vivesse me arrastando pelos corredores sombrios da escola, não encontrei um professor que tivesse me indicado textos teóricos mais contemporâneos, fossem os de Jencks, Venturi, Banham ou Eisenman.

Talvez a arquitetura brasileira ainda não tenha vivido o seu Pruitt-Igoe, cheguei a pensar anos depois, quando comecei a dar-me conta do quanto nos apartamos do debate teórico contemporâneo em arquitetura. É claro que tivemos bons arquitetos depois de Brasília. Mas também assistimos a uma miscelânea de interpretações equivocadas e superficiais da linguagem pós-moderna, que pouco contribuíram para a saída do difícil impasse vivenciado então pela arquitetura brasileira: de um lado, ainda tomada pela presença de Oscar Niemeyer, de outro, movida pelo componente de rebeldia próprio da geração de arquitetos formados no período mais negro da ditadura militar.

Recentemente, ao assistir à demolição do obelisco de Paulo Casé, em Ipanema, pensei que talvez estivesse ali, enfim, o nosso Pruitt-Igoe. Só que às avessas: a demolição do pós-moderno, na sua pior versão, talvez pudesse ser lida como um marco do esclerosamento da reação pueril que se seguiu à arquitetura moderna por aqui.

Pois agora confirma-se a implosão da chamada "perna seca" do Hospital Universitário, um gigantesco edifício de 220.000 m2 projetado por Jorge Machado Moreira e equipe na década de 1940, na Ilha do Fundão: será no dia 19 de dezembro, às 8 horas da manhã. A primeira etapa do processo consiste na demolição manual da ligação entre as duas alas do hospital - uma ocupada, outra há muito abandonada. Iniciada em agosto, esta etapa visa a abertura de um vão de 20 metros de largura entre as duas alas a fim de isolar a ala sul, cuja estrutura está seriamente comprometida, e evitar que a parte ocupada do hospital seja afetada por vibrações resultantes da implosão (muito embora estejam previstas a transferência dos pacientes e a suspensão de todas as atividades acadêmicas, para que a implosão seja feita com o prédio inteiramente evacuado).

Mas o problema é que esse corte, que já vejo à distância, começa a me doer. E é uma dor estranha, que vem se somar à que já senti quando me deparei com as ruínas do hospital no belo documentário de Pedro Urano e Joana Traub Csekö (“HU”, 2009).

Não é que esse edifício me seja particularmente caro. Ao contrário, nunca gostei de saber que meu irmão, hoje médico, dormia ali na década de 80. Nem gostei muito de entrar ali acompanhando um amigo, anos depois. Não obstante sua pureza formal, o edifício – semi-ocupado, semi-deserto - sempre me meteu medo.

Diante dele, não há como não pensar em todos os desvarios que foram erguidos em nome da arquitetura moderna. Mas também em todos os desvarios que se seguiram – na arquitetura, na saúde pública, na política-, e obstaculizaram tanto a conclusão do hospital quanto o uso da parte nunca inaugurada do prédio para outros fins (como um hotel ou um alojamento, quem sabe).

O fato é que a demolição parcial do Hospital Universitário vai gerar mais uma mutilação irreparável na paisagem e no patrimônio da arquitetura moderna do Rio de Janeiro, que já padece com o corte feito ao edifício em curva de Affonso Eduardo Reidy na Gávea, nos anos 80. Então mesmo que a demolição seja necessária, que o custo da recuperação do edifício inteiro seja inviável, e até que este seja o ônus a ser pago pela utopia modernista, eu acho que estarei no Fundão no último domingo antes do Natal, com a câmera na mão, e os olhos molhados.

(As fotos foram feitas nos últimos dias por José Barki e Felipe Nobre, a quem agradeço. Mais detalhes da implosão aqui:
http://www.ufrj.br/implosaohu/)

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Entre Morros e Mares / Queria fazer um filme sobre o Rio. Mas como, se não tenho experiência alguma em cinema? Não sei, mas depois de dois anos, ele está quase pronto - e sinceramente, tenho achado-o bem bonito. "Entre morros e mares" é um documentário de 24 minutos entrelaçando história da cidade e história da técnica, realizado por uma verdadeira "tropa de elite" formada basicamente por alunos dos Cursos de Cinema e Arquitetura da PUC, com verba da Faperj. Enfim, uma grande aventura, que começa a encontrar seu público com a última edição da revista ComCiencia, da Unicamp: http://www.comciencia.br/comciencia/.

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Começa amanhã e vai até sábado, no MAM, o Fórum Cidade Criativa, coordenado pela coreógrafa Regina Miranda. O objetivo é reunir pessoas de várias áreas para discutir o que o Rio pode ser nos próximos anos. A programação completa está aqui: http://www.cidadecriativa.org/
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"Como eu me sentiria se o mundo fosse plano"? A pergunta do artista alemão Anselm Kiefer não me sai da cabeça desde que vi o belíssimo documentário sobre sua obra ("O verde cobrirá as suas cidades"), que passa estes dias no Festival de Cinema.

Posto 10 / out 10

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Foster in Rio / O Festival de Cinema apresenta hoje mais um documentário sobre arquitetura: "How much does your building weigh, Mr Foster"? passa no Estação Botafogo às 13:30 e às 17:30. O filme sobre o arquiteto inglês Norman Foster - autor de projetos grandiosos e polêmicos como o novo Reichstag de Berlim, a Ponte de Millau, na França, e a cidade de Masdar, em Abu Dhabi - tem roteiro e narração de Deyan Sudjic, diretor do Museu de Design de Londres. E a pergunta, claro, vem de Buckminster Fuller. O filme reprisa quarta, no Oi Futuro Ipanema, às 15:00, e quinta, no Cine Glória, às 18:00.

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3D / Vem aí: o Rio numa deliciosa animação em 3D, dirigida pelo carioca Carlos Saldanha, com os mesmos produtores de "A era do gelo": http://www.movieweb.com/v/VIiFvjlpISaMmj

















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Oiticica é o Mundo / Não procurem por ele no museu. Peguem a van. Afinal, o que pode ser mais Oiticica que subir numa van branca, em direção ao Lido, e acabar na Central do Brasil?

A exposição "Museu é o mundo", já se
sabe, se distribui até final de novembro por vários espaços da cidade, como a Casa França-Brasil e o Paço Imperial. Mas o melhor está por aí, na rua, na praça, na estação. E também na van.

São duas por dia, aos sábados e domingos, sempre saindo da Casa França-Brasil (às 11:30 e 15:30). Então, em pouco mais de duas horas, é se deixar levar num giro varrido pelas "ocupações" de Oiticica: a piscina no Lido (que os curadores, não sei porque, quiseram gradeada e distante do mar), a
s grandes velas/telas semi-transparentes no Aterro, a casa-labirinto junto ao MAM, o "nada" na Praça XV. Mas ainda tem jogo de sinuca, em pleno burburinho da Central. E o mundo mal começou, mesmo porque nem cheguei à Mangueira. Salve, Oiticica.
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Sigilo / Arquitetos estrangeiros estão circulando pelo Rio, estes dias, em busca de parceiros locais para eventuais colaborações. O assunto tem sido tratado com grande sigilo pelos próprios arquitetos envolvidos e pelos Consulados que estão intermediando essas aproximações. Há vários americanos e ingleses, e pelo menos um norueguês, um dinamarquês e um alemão. E mais não sei, juro.
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Koolhaas in Rio / O Festival de Cinema começa esta semana, e vale a pena se programar para ver o filme "Rem Koolhaas: a Kind of Architect", de Markus Heidingsfelder e Min Tesch (Alemanha, 2008): SEX (24/9) 16:00 e 20:00 Oi Futuro Ipanema , SAB (25/9) 16:00 Cine Glória, DOM (26/9) 13:30 e 17:30 Estação Botafogo 3.
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Propaganda eleitoral / Deu no Facebook: "os candidatos que insistirem em colocar propaganda eleitoral em Bens Tombados Nacionais, como o Aterro do Flamengo, estão infringindo o Artigo 18 do Decreto-Lei nº25 de 30 de novembro de 1937 e sofrerão processo por parte do Iphan." Denúncias para o e-mail ouvidoria.rj@iphan.gov.br.
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Sanaa in Rio / Na próxima terça, dia 21, às 19 hs, tem palestra do arquiteto japonês Ryue Nishizawa no IAB (Rua do Pinheiro, 10, Flamengo). Nishizawa dividiu o prestigioso Prêmio Prizker deste ano com a arquiteta Kazuyo Sejima, com quem fundou o escritório Sanaa, em 1995. Entre os projetos da dupla estão o New Museum, em Nova York, e o Museu de Arte do Século XXI, em Ishikawa. Será que em breve também no Rio?
Aliás, ao ser perguntado, numa entrevista recente, quais os arquitetos do passado que mais admirava, Nishizawa respondeu com o que ele chamou de "trio inesquecível": Le Corbusier, Mies van der Rohe e Oscar Niemeyer. Ver aqui: http://www.designboom.com/eng/interview/sanaa.html

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Cidades Invisíveis / Me perdoem, mas eu não vou falar do Centro de Exposições de Oscar Niemeyer no Jardim Botânico, nem do Jockey Clube Boulevard, de Paulo Casé e Eduardo Mondolfo, nem do Centro Integrado de Comando e Controle - cujo autor desconheço, mas está em vias de ser erguido na Cidade Nova.

Faço melhor: parto em busca de Calvino e me permito imaginar outras cidades, diante das quais esta permanece sempre implícita. Como Veneza, para Marco Polo.

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É inverno no Rio.

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Parque Olímpico / Boa: o Comitê organizador das Olimpíadas no Rio voltou atrás e cancelou o edital do processo seletivo para o desenvolvimento dos projetos para o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, depois que entidades como o IAB e o CREA se manifestaram publicamente contra a falta de transparência na condução do edital (divulgado apenas no site do Comitê) e o prazo apertado (8 semanas) definido para entrega dos projetos. O Comitê alega que o edital gerou uma "interpretação equivocada", e promete lançar novo edital em breve (atenção, candidatos!).

Eis a íntegra da nota do Comitê, postada ontem em seu site oficial:

"O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 busca a transparência em todas as suas ações. Por isso, optou por divulgar os editais de processos seletivos em seu site oficial, que é consultado diariamente pela imprensa e pelo público em geral. Seguindo esta política de transparência, o Comitê Rio 2016 divulgou o edital do processo de seleção 014/2010 em seu site oficial em prazo compatível com a documentação exigida - portfólio, habilitação jurídica e qualificação econômico-financeira. Como já foi amplamente divulgado, o Comitê Rio 2016 não é responsável pela construção de instalações esportivas e, consequentemente, pela condução do processo de elaboração do projeto executivo das instalações esportivas. Ao Comitê Rio 2016 cabe apenas a elaboração do Manual Descritivo e do conceito do projeto, para garantir que todos os clientes dos Jogos (atletas, COI, Federações Internacionais, patrocinadores, serviços de saúde, alimentação estacionamento etc.) sejam devidamente contemplados no projeto executivo. Na página 4 do edital 014/2010 (item 2, letra D) está explícito que os seguintes itens estão excluídos do escopo: projeto básico (anteprojeto) de arquitetura; projeto legal, executivo, detalhamento, entre outros; projeto de paisagismo; e projetos complementares. Porém, por concluir que o texto do edital 014/2010 poderia induzir os leitores à interpretação equivocada de que o serviço solicitado seria a elaboração do projeto executivo das instalações esportivas, o Comitê Rio 2016 decidiu nesta quarta-feira, dia 8, CANCELAR o referido edital. Oportunamente, será lançado novo processo seletivo no site oficial do Rio 2016. Os participantes do processo cancelado deverão retirar seus envelopes B e C na sede do Comitê Organizador em horário comercial até o dia 17 de setembro de 2010".

A foto acima também foi extraída do site do Comitê, ao qual falta uma informação fundamental: o projeto original do Parque Olímpico é do escritório mineiro BCMF (dos arquitetos Bruno Campos, Marcelo Fontes e Silvio Todeschi). Aliás, o escritório foi recentemente premiado com Medalha de Ouro pela IAKS (International Association for Sports and Leisure Facilities) com o projeto para o Complexo Esportivo de Deodoro, construído para os Jogos Panamericanos no Rio, em 2007.

Posto 9 / set 10

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Cidade criativa / Vou ficar de olho neste pessoal. Eles estão organizando um fórum sobre a cidade que vai acontecer no MAM, de 6 a 9 de outubro, e até sexta próxima, dia 10, recebem inscrições para "performances discretas" pelo Rio. O que? "Intervenções mínimas que sugiram outra forma de olhar a cidade", dizem. Está tudo (ou quase) aqui: http://www.cidadecriativa.org/atividades.html


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Corintians / Está na Folha.com de hoje: o novo estádio do Corintians, no bairro de Itaquera, em São Paulo, foi escolhido pela CBF para abertura da Copa do Mundo de 2014. O projeto é de dois escritórios cariocas: Coutinho Diegues Cordeiro Arquitetos e DDG Arquitetura. E surge quarenta anos depois de outro carioca - o arquiteto Sergio Bernardes - ter projetado um estádio para o clube. Desta vez a obra, orçada em 350 milhões de Reais, deverá ser bancada pela Odebrecht, empreiteira responsável pela construção do estádio. Ver aqui:
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Concurso Marina da Glória, projeto DDG / Estão aí algumas imagens de outro projeto não selecionado no concurso para a Marina da Glória. Este é da DDG Arquitetura (Celio Diniz, Eduardo Canellas, Eduardo Dezouzart e Tiago Gualda). Todos os projetos estiveram expostos no ed. Serrador na sexta passada, mas só para convidados.
























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Tiro e alvo / Igreja Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, Rua do Ouvidor, 14 de agosto de 2010. As fotos são de Fernando Moura, músico com formação em arquitetura.




















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Concurso Marina da Glória, projeto De Fournier / Eis um dos projetos não selecionados para a Marina da Glória. Recebi-o neste instante do arq. Rodrigo Rinaldi, membro da equipe da De Fournier & Associados, que tem escritórios no Rio e em São Paulo. (clique sobre qualquer prancha para ampliá-la)