

"O que é fascinante é o modo de transformar a cidade. Porque você não pode mudá-la fisicamente, não pode mudar o poste ou a escada, mas pode mudar a maneira como os vê e usa, e assim torná-los seus."
P.S: Em memória do jovem morto numa madrugada desta semana enquanto varava, de skate, um túnel próximo da minha casa.
"Arquitetura do subterrâneo
O livro "Quarenta anos de prancheta", lançamento da editora Romano Guerra, chega em boa hora. Não só porque traz para o primeiro plano a obra do arquiteto carioca Marcello Accioly Fragelli, mas também porque o faz num momento especialmente delicado para a arquitetura no Rio de Janeiro.
Nascido em 1928, Marcello Fragelli é um dos grandes arquitetos da geração de Paulo Mendes da Rocha, Sergio Rodrigues e Joaquim Guedes. No Rio, além de várias casas e edifícios residenciais, projetou obras de grande qualidade e escalas tão distintas quanto o Posto de Puericultura do Alto da Boa Vista (Menção Honrosa na VI Bienal de São Paulo, em 1961) e o complexo industrial da Piraquê, em Madureira. No entanto, fora de um círculo mais restrito, seu trabalho permanece pouco conhecido na cidade onde nasceu e iniciou sua vida profissional. E isso porque o “cenário desanimador” provocado pelo esvaziamento do Rio após a inauguração de Brasília acabou levando à sua transferência definitiva para São Paulo, em 1961.
Curta e combativa passagem pelo "Correio da Manhã"
Sua narrativa autobiográfica coloca em foco, no entanto, vários aspectos que seguem interessando à arquitetura carioca. Com sua escrita despretensiosa, Fragelli nos guia, por exemplo, pelo ambiente profissional da época - do cotidiano no escritório dos irmãos Roberto às disputas internas no IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil). Também reconstitui o cotidiano da Faculdade Nacional de Arquitetura, onde, pouco antes do concurso de Brasília, professores catedráticos ainda insistiam em barrar a arquitetura moderna e exigiam dos alunos que resolvessem programas novos e altamente complexos com base em estilos históricos do passado, como uma “estação de passageiros de aeroporto em estilo gótico manuelino”.
Um dos pontos altos do livro está, todavia, no relato de sua curta, porém combativa experiência como colunista do jornal Correio da Manhã. O primeiro artigo, publicado em setembro de 1960, atacava “o descaso das microautoridades municipais pela aparência do Rio, reflexo da ignorância geral sobre arquitetura e sua importância na preservação da estética de uma cidade que a natureza fizera só cheia de belezas”. Fragelli deplorava os “monstrumentos” que vinham se acumulando pela cidade, e lamentava que “numa cidade de arquitetos mundialmente famosos”, a “subarquitetura” estivesse sendo disseminada “a toque de caixa” pela Prefeitura. Dias depois, o arquiteto alertava para o ambiente viciado do ensino de arquitetura local, valendo-se de um comentário do arquiteto austríaco Richard Neutra, que se referira à escola carioca como “comida pelas traças”. E na semana seguinte, denunciava a ameaça de mutilação, pela Secretaria de Saúde, de um dos marcos da arquitetura moderna brasileira: o conjunto residencial do Pedregulho, projetado por Affonso Eduardo Reidy. Fazendo da crítica um exercício rotineiro e eminentemente público, Fragelli já se destacava, assim, por sua resistência à desqualificação progressiva da arquitetura no Brasil.
Chegando a São Paulo, Fragelli se verá surpreendido pelo encontro com Paulo Mendes da Rocha, que embora já figurasse entre os arquitetos mais respeitados da cena paulistana, continuava sendo praticamente ignorado no Rio. Mas a surpresa maior virá com a própria dinâmica do mercado paulistano, que logo dará ao arquiteto carioca a oportunidade de projetar edifícios residenciais ainda hoje destacados por sua rara conjugação de economia e qualidade.
Será, todavia, numa jovem empresa de engenharia (a Promon), que Marcello Fragelli desenvolverá projetos de maior impacto urbano, como a Nova Rodoviária (projeto original) e várias estações do Metrô (Liberdade, Jabaquara, Sé, São Bento, Armênia, Conceição, Paraíso e outras). Era a primeira rede de metrô no Brasil. E à diferença do sistema carioca, o paulistano incluía estações elevadas e subterrâneas. Estas pressupunham uma arquitetura sem fachada e sem forma; ou seja, praticamente o avesso da arquitetura. Um desafio que Fragelli insistiu em tomar para si, negando o caráter opressivo das estações mais antigas da Europa, Nova York e Buenos Aires (com seus espaços abafados, tetos baixos e iluminação artificial) em nome da qualificação espacial e estética dos subterrâneos da cidade. Instalava-se, assim, uma nova consciência sobre o espaço urbano – ou melhor, metropolitano, de São Paulo, com um padrão exemplar de obras em rede que acabaria se tornando quase um símbolo da cidade.
Domínio de espaços da multidão e casas de fazenda
A clareza decidida dos acessos e percursos, o desejo de expressar plasticamente o enorme esforço a que lajes e paredes encontram-se submetidas no subsolo, a opção por materiais sem revestimento (com ênfase no concreto aparente) e a exploração da luz natural garantiram expressividade e unidade às estações, que ainda seriam complementadas pelo projeto de identidade visual solicitado aos arquitetos João Carlos Cauduro e Ludovico Martino.
A pergunta que Marcello Fragelli se faz: “subterrâneo tem arquitetura?”, encontra resposta, assim, neste livro de 448 páginas, que cobre uma lacuna básica ao recuperar uma obra que domina, com a mesma integridade, os espaços da multidão e as casas de fazenda. É verdade que, não obstante a integração acertada entre o depoimento do autor e o trabalho de pesquisa iniciado na Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo, o livro ainda deixa muito da arquitetura e da biografia de Fragelli a descoberto. Mas talvez isso seja injusto com uma publicação que, sobretudo para os cariocas, não poderia ser mais oportuna: face a uma obra tão forte e conseqüente como a de Marcello Fragelli, será difícil não olhar criticamente para a “subarquitetura” que vem vitimando as estações mais antigas do metrô carioca, ou deixar de espantar-se com seus acessos gradeados e suas paredes - originalmente revestidas de pastilha de vidro - agora emassadas e pintadas de branco.
Também será difícil encontrar argumento convincente para a ausência de um pensamento projetual capaz de conferir alguma unidade às novas estações, as quais nos últimos meses temos visto se multiplicar, do centro (Praça Onze) à zona sul (Ipanema), lembrando mais os “monstrumentos” deplorados por Fragelli que a noção de bem público que sua arquitetura contribuiu para constituir."
Posto 7 / jul 10
"AO SENHOR VEREADOR ROBERTO MONTEIRO - RELATOR DO PROJETO DE LEI DO PLANO DIRETOR DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO.
À SENHORA VEREADORA PRESIDENTE DA COMISSÃO ESPECIAL DO PLANO DIRETOR, VER. ASPÁSIA CAMARGO, E SENHORES VEREADORES QUE A COMPÕEM.
Nós cidadãos vimos solicitar-lhes a deferência de sua atenção à publicidade e à transparência do texto completo, com suas emendas, da proposta de novo Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro.A proposta de novo Plano Diretor, como se sabe, altera profundamente a vida dos cidadãos, e de todos os bairros da Cidade. Altera também o preço da terra urbana, para torná-lo mais caro, e por isso mais difícil o seu acesso por todos, (especialmente pelos mais pobres), além de interferir nas políticas de preservação o meio ambiente, e de proteção de interesses coletivos, e de bens públicos; ou seja, nas políticas que podem não viabilizar a qualidade de vida na Cidade. Por isso é fundamental que todas as mudanças que interferem nestes valores coletivos sejam devidamente explicitadas, e justificadas tecnicamente, para o bem da Cidade, e de seus valores sociais. Acreditamos que só assim o novo Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro poderá atender à sua missão constitucional de ser o instrumento que viabilizará, de fato, a FUNÇÃO SOCIAL DA CIDADE do RIO DE JANEIRO, um pouco mais além da especulação do seu solo.Esperamos que, pela complexidade do assunto, e das emendas que foram propostas, nada seja votado sem que seja ouvida a sociedade carioca sobre o que seria o seu texto final, a fim de se evitar graves consequências para a Cidade e para o processo democrático."
Eu assinei. Para assinar também, basta entrar aqui: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6387
Como a Marina está dentro do conjunto do Parque do Flamengo, tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o projeto agora deverá ser submetido à aprovação do órgão.
Arquitetos do mundo inteiro estão de olho no Rio. Nesta semana, haverá duas palestras consecutivas, ambas promovidas pela Prefeitura: terça, às 10 hs, Santiago Calatrava se apresenta no Palácio Gustavo Capanema (para convidados e inscritos previamente pelo site http://www.palestracalatrava.com.br/). No dia seguinte, David Fischer estará no Centro de Arquitetura e Urbanismo (Rua São Clemente, 117, Botafogo, às 16 hs).
20

Assim é "Divisor": um imenso lençol branco, perfurado a distâncias regulares, a ser "vestido" coletivamente - e publicamente - pelos participantes. A obra é de 1968, mas a experiência será reproposta neste sábado, no MAM, às 11:30. Para participar, é preciso ter em mãos identidade e CPF. Mais informações por email (obra.divisor@gmail.com) ou aqui: http://listaamiga.com/performancedivisordelygiapape/592-divisor
Como o prazo de apresentação de emendas e subemendas já estava encerrado desde o dia 28 de maio, apenas os membros da Comissão do Plano Diretor poderiam apresentá-las. E elas teriam que ser assinadas pela maioria dos nove membros da Comissão, ou seja, por pelo menos cinco vereadores.
Diante disso, o que diz o relator do Plano Diretor, vereador Roberto Monteiro? Diz "desconhecer os autores das sugestões mais polêmicas". E a presidente da Comissão Especial do Plano Diretor, vereadora Aspásia Camargo? Garante apenas que "nenhuma de suas propostas modifica parâmetros urbanísticos." Outros simplesmente se recusam a dar entrevistas. Pressionado, o prefeito age como quem foi pego de surpresa, e declara - wow! - que "a Zona Sul é intocável". (O Globo, 12/07).
É de se supor, claro, que isso tudo seja intriga de jornalista, e que a essa altura tudo já esteja suficientemente esclarecido no site da Câmara Municipal. (http://spl.camara.rj.gov.br/planodiretor/indexplano.php) Mas ali a agenda das audiências públicas não vai além de outubro de 2009. E no link "Fique por dentro da tramitação", a informação mais atualizada é de março de 2010. Mas tem também um link "Notícias da Comissão" e outro chamado "Plano Diretor no Twitter". Só que o primeiro leva a uma página em branco, e o segundo está desativado.
Então vocês me desculpem mas eu vou continuar reagindo, bestamente.

Nunes liderava uma equipe que reunía, ainda, nomes como Joaquim Cardozo e Roberto Burle Marx. Um de seus projetos mais conhecidos - e polêmicos - é a Caixa d'Água de Olinda: um prisma puro e branco que se destaca imediatamente do conjunto arquitetônico em que se insere, marcado pela presença imponente da Sé de Olinda.
Pois estes dias Alfredo Brito fez circular um email com as imagens acima. A da direita foi extraída do livro "Os Três Estabelecimentos Humanos", de Le Corbusier (ed. Perspectiva). A "denúncia" foi do Flavio Ferreira. E agora ninguém sabe dizer quem veio primeiro: se Luiz Nunes ou Le Corbusier.
Bom, o fato é que Le Corbusier esteve aqui entre julho e agosto de 1936. Quanto à data do projeto, permanece incerta: acredita-se que seja do final de 1936, ou começo de 1937. Mas também pode ser que Luiz Nunes já estivesse trabalhando nele alguns meses antes.

(eu sei que deveria estar falando do novo museu que está hoje no jornal. Mas fica para amanhã. Ou depois, quem sabe).
A advertência do artista argentino indicava já uma preocupação com os rumos tomados por um viés de modernização que se cumpria e ganhava forma urbana na nova capital, mas também encontrava ali sua expressão-limite.
Ao completar meio século, Brasília se mantém, em grande medida, dentro desse campo de tensões, ao mesmo tempo em que se vê forçada a enfrentar uma série de problemas que ultrapassam em muito sua origem modernista e dizem respeito ao próprio estado crítico das cidades contemporâneas.
O seminário “Brasília: Imagem, Imaginário” tem como objetivo renovar a reflexão sobre essas tensões, explorando, sob diversos pontos de vista, o imaginário construído ao longo do tempo em torno dessa cidade singular e eminentemente simbólica, que se produz e reproduz incessantemente, desde seu momento inaugural, por meio de imagens de extraordinária potência plástica.
As sessões de debate e leitura foram definidas com o intuito de despertar novas possibilidades de ver e pensar a cidade, a partir da sua relação com a arquitetura, as artes plásticas, a fotografia, a história e a literatura.
Integra-se o seminário, assim, à exposição “As construções de Brasília”, também abrigada no Instituto Moreira Salles, como um convite à redescoberta da cidade planejada por Lucio Costa e reinventada cotidianamente no imaginário de todos nós.
Aproveito também para carregar minha bateria para o seminário "Brasília: imagem, imaginário", que acontece no Instituto Moreira Salles, no Rio, entre 25 e 28 de maio, no âmbito da exposição ora em curso ("As construções de Brasília").
Eis a programação completa do seminário:
25 de maio, terça-feira, 19 horas
26 de maio, quarta-feira, 19 horas
27 de maio, quinta-feira, 19 horas
28 de maio, sexta-feira, 19 horas
Todas as sessões serão gratuitas e realizadas no auditório do IMS, com distribuição de senha a partir das 18 horas. A mesa-redonda do dia 25 poderá também ser acompanhada por um telão, no espaço externo. Vai ser bonito...

A comissão julgadora foi composta por Paulo Bastos, Ruy Rezende, Hector Vigliecca, Pedro da Luz e Ricardo Villar.
Para quem se interessa, vai valer a pena seguir o blog do filme, que colocamos no ar hoje: planocidade.wordpress.com
Posto 5 / mai 10
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Brasília, 50 / Acordei cedo e com vontade de celebrar. Então aí está Brasília, em duas imagens distantes quatro décadas entre si. O homem em ação é Jean-Paul Belmondo, num filme feito no ano em que nasci (L'homme de Rio, Philippe de Broca).
Tenho os olhos fartos
e tudo me falta
menos luz
e mais eu
só
[Bsb, out 09]

Nenhum arquiteto viveu tanto. Mas quem diria que um arquiteto moderno, aos 102 anos, ainda fosse provocar polêmica com dois projetos inaugurados quase simultaneamente: o Auditório de Ravello, na Itália, e a Cidade Administrativa Tancredo Neves, em Belo Horizonte? O primeiro enfrentou oito ações judiciais ao inserir um descomunal olho de concreto numa cidade de pouco mais de 2 mil habitantes, onde “a última grande construção datava do século XI”, como frisou o sociólogo Domenico di Masi, maior entusiasta da obra. O segundo tem sido interpelado em função do custo, de suas motivações políticas e até da sua eficiência energética. Mas pouco tem sido dito a respeito da sua arquitetura.
A Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves localiza-se à beira da Linha Verde, na região norte de Belo Horizonte. A construção do complexo de 265 mil metros quadrados visou unificar a administração estadual e ao mesmo tempo induzir a expansão da cidade em direção ao norte. Mas o empreendimento tem também fortes motivações políticas. É uma obra indissociável da política carismática de Aécio Neves e de sua ambição política. Não deve surpreender a ninguém, então, que o neto de Tancredo Neves tenha buscado Oscar Niemeyer, o arquiteto que definiu simultaneamente a imagem de modernidade de Belo Horizonte e de Juscelino Kubitschek com a Pampulha e outras obras que marcam a paisagem urbana da capital mineira. E ainda tenha feito questão de inaugurar a obra no dia em que se completaram cem anos do nascimento do ex-presidente Tancredo.
O conjunto é composto de cinco edificações autônomas e pouco articuladas, do ponto de vista urbanístico, entre si e com o entorno. O que tampouco chega a ser motivo de surpresa, em se tratando de Niemeyer: mais uma vez, apostase na criação de um foco de atenção, antes que numa conexão mais estreita com o contexto. No caso, o edifício de maior apelo imagético abriga o gabinete do Governador e os demais destinam-se às secretarias, auditório e centro de convivência.
Pode-se então culpar Niemeyer por certo imobilismo da arquitetura no Brasil? Não. Se a arquitetura brasileira permaneceu alheia à crise do moderno, foi porque ficou entre uma prática capitalista predatória e uma reflexão teórica pobre na qual se expressou, desta vez pela via da esquerda, uma tônica populistae autoritária continuamente reeditada no Brasil.
Chegamos a um ponto, no entanto, em que é difícil não se perguntar se alguns projetos que tem sido divulgados como sendo de Niemeyer são de fato seus. O próprio complexo mineiro já foi acusado de ter saído das suas gavetas. Não que, por princípio, isso seja condenável em arquitetura (considere-se, por exemplo, as semelhanças entre o Edifício Bacardi e a Galeria Nacional de Berlim, de Mies van der Rohe). Mas é difícil acreditar que, aos 102 anos, Niemeyer ainda esteja em condições de confiar a gênese da forma ao gestual pelo qual sua arquitetura se definiu, em seus melhores momentos.
Posto 4 / 10
A Comissão de seleção foi composta por Abilio Guerra (delegado brasileiro da BIAU) e mais 8 membros regionais: Ana Luiza Nobre, Andrey Rosenthal Schlee, Carlos Eduardo Dias Comas, Fabio Duarte, Luciana Guimarães Teixeira, Maria Isabel Villac, Sonia Marques e Vanessa Borges Brasileiro. No processo de seleção, cada membro da Comissão avaliou individualmente o conjunto das obras e conferiu notas de 1 a 10 a cada um dos 90 projetos indicados pelos membros regionais.
Desse processo resultou a seleção das 10 obras que representarão o Brasil na Bienal:
Biblioteca São Paulo, Aflalo & Gasperini Arquitetos, São Paulo SP, 2009
Box House, Yuri Vital, São Paulo SP, 2008
Casa em Ubatuba, Ângelo Bucci, Ubatuba SP, 2009
Centro Educativo Burle Marx em Inhotim, Alexandre Brasil, Paula Zasnicoff Cardoso, Brumadinho MG, 2009
Edifício Aimberê, Andrade Morettin Arquitetos Associados, São Paulo SP, 2009
Hospital Sarah-Rio, João Filgueiras Lima, Rio de Janeiro RJ, 2009
Memorial da Imigração Japonesa, Gustavo de Araújo Penna, Mariza Machado Coelho, Paulo Pederneiras, Belo Horizonte MG, 2009
Museu do Pão, Brasil Arquitetura, Ilópolis RS, 2007
Praça Victor Civita, Adriana Blay Levisky e Anna Julia Dietzsc, São Paulo SP, 2008
Sede da Fundação Iberê Camargo, Álvaro Siza Vieira, Porto Alegre RS, 2008
Em tempo: as obras estão listadas em ordem alfabética, e a inclusão de projeto de autoria de arquiteto estrangeiro está prevista nas normas da Bienal.






