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Skate livre / Domingo, os skatistas do Rio voltam à Praça XV. O que eles querem? Praticá-la. Mas não pode.


Então eles saem às 10:00 do Monumento a Estácio de Sá e vem deslizando pelo Aterro até a Praça, onde a programação termina com um campeonato de manobras, às 15:30.


Eles organizaram também um abaixo-assinado, "pela autorização da prática do skate na Praça XV; pelo fim da repressão da Guarda Municipal e Polícia Militar à prática do skate na Praça; pela adequação do mobiliário urbano da Praça XV à prática do skate; pela determinação de horários para a prática do skate, fora dos horários de maior movimentação de pedestres na Praça."


Está tudo aqui: http://ilovexv.com.br/



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A quem pertence a Praça? / A Praça XV é o coração urbano do Rio. Mas skate, ali, não pode. A alegação da Guarda Municipal é a de que a prática do skate provoca danos ao patrimônio histórico da Praça. Será ao piso, instalado nos anos 90? À fachada do Paço Imperial, cuja simetria fica prejudicada pela movimentação dos skatistas? Ou à estrutura da Perimetral, que a prefeitura mesma quer demolir? O que pode ser mais estimulante para a cidade do que a presença dessa juventude na Praça, justamente nos horários em que ela permanece cinzenta e deserta? Os skatistas não defendem só a prática do skate na Praça. Eles defendem a Praça.



















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Skate na Praça / O skate está intimamente associado aos espaços urbanos. Rampas, escadas, bancos, marquises, tudo é desafio para quem vive atrás da adrenalina de manobras (e tombos) espetaculares no asfalto. No Rio, os skatistas habitam o Centro desabitado. É um instante de felicidade vê-los cruzando o pilotis do Ministério da Educação ou voando sobre a Praça XV, onde eles costumam se concentrar nos finais de semana. E é aí que eles vão estar, domingo, na versão carioca do GoSkateboardinDay, manifestação criada na Califórnia em 2003 e que ocorre simultaneamente em várias cidades do mundo, sempre no dia 21 de junho, como uma celebração da liberdade associada à prática do skate.

Mas para os skatistas cariocas, a data será mais que isso: eles pleiteam "a chance de um diálogo com a prefeitura" para expor sua proposta de "construção de um múltiplo e versátil ambiente de rua", definido não como um 'skateparque' - projetado para uso exclusivo dos skatistas - mas como "um parque onde possa ser praticado o skate". O que eles querem, simplesmente, é estar na cidade. Vivê-la, a seu modo, superando a sua própria marginalização.

É uma reivindicação a ser ouvida, por parte de uma comunidade que já tem presença na revitalização do Centro.
(ver o vídeo "Em cartaz", na coluna à esquerda, e o manifesto XV: http://www.fotolog.com.br/avuatauba).