Mostrando postagens com marcador Helio Oiticica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Helio Oiticica. Mostrar todas as postagens















8

Museu do Açude / A casa está fechada, o chão coberto de folhas. Havia mais quatro ou cinco carros estacionados lá fora, mas não vejo muitas pessoas aqui.
Deve ser o carnaval (ainda). Ou a dificuldade de acesso (a cidade está longe).
Mas é sábado, é manhã, e seguimos mata adentro.
Na ausência de mapas, ficamos mais atentos aos sinais.
Logo, toda a infância volta: árvore é pra subir, rio é pra atravessar, pedra é pra pular ou sentar.
Assim vamos descobrindo Oiticica, Edu Coimbra, Nuno Ramos, Lygia Pape.
José Resende demora mais. Os cabos de aço romperam, a lâmina de mármore partiu e talvez tenha sido arrastada pela água. Resta a treliça metálica, quase soterrada no fundo do vale. E alguns fragmentos da pedra um dia branca, hoje tomada por musgo. A placa coberta de terra diz que a obra está em recuperação. Espero que esteja mesmo. Mas não deixo de gostar dela assim, em estado de colapso. As margens são instáveis, afinal. E mesmo os açudes beiram o desequilíbrio, eu sei.


(A única foto que encontrei da instalação original de José Resende está aqui://www.ceramicanorio.com/conhecernorio/museudoacude/museudoacude.html. As outras - dos trabalhos de Oiticica, Coimbra e Resende hoje - devo à Cecilia Cotrim).




18
Acervo Helio Oiticica, 17 de outubro de 2009





















17
Oiticica em chamas / A casa fica na rua Eng. Alfredo Duarte, no alto do Jardim Botânico. Vamos, agora.
16
Oiticica incendiado / Grito de dor. Um incêndio ontem à noite destruiu quase toda a obra de Helio Oiticica. "Sinto que fracassei porque minha missão era cuidar da obra dele", disse César Oiticica, irmão do artista plástico, que mantinha o acervo em sua casa no Jardim Botânico e se negava a conceder a guarda ao Centro de Arte Helio Oiticica, criado pela Prefeitura nos anos 90 para abrigar a obra do artista brasileiro.
Segundo a Folha online, o fogo destruiu 90% da obra de Oiticica. As perdas são inestimáveis e incluem documentos, telas, filmes e obras como Bólides e Parangolés.
Não bastou o incêndio do MAM, nos anos 70, para proteger a arte brasileira do fogo e da miséria.
Neste momento, mais do que nunca, vale a pena reler a discussão pública entre Luiz Camillo Osório (atual curador do MAM) e Cesar Oiticica, em 2007: http://www.canalcontemporaneo.art.br/brasa/archives/001502.html