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Foi um final de semana doloroso, em que a euforia olímpica se viu forçada a confrontar-se com o luto coletivo provocado pela violência e pela ignorância. Mas o debate de ontem na PUC deu novo fôlego à discussão sobre a cidade, e de certo modo contribuiu para espantar a depressão que assola o urbanismo carioca, como tem dito Helia Nacif. De novo, um auditório lotado abrigou mais de 4 horas ininterruptas de discussão, encerradas mais por conta do horário do que por falta de ânimo.
Muitas questões foram levantadas: Por que os projetos da área portuária estão sendo votados antes - e à revelia - do Plano Diretor? Por que os arquitetos, e a sociedade civil como um todo, mal tem sido ouvidos? Por que a Prefeitura não apresentou ainda um plano de massas da área portuária? Por que o Rio não é capaz de aprender com os erros e acertos das experiências já realizadas noutras cidades brasileiras, com relação às Operações Urbanas Consorciadas? A localização das Olimpíadas pode ou não ser mudada? O Rio deve aceitar o argumento - supostamente definido pelo COI - de que o projeto aprovado não pode ser alterado, mesmo que em benefício da cidade? O Rio é uma cidade monocêntrica ou policêntrica? Qual o papel de cada um de nós nesse processo?
Só é lamentável que em meio a um público tão amplo (arquitetos, urbanistas, sociólogos, políticos, historiadores, artistas plásticos, professores e estudantes), não houvesse nenhum representante da Secretaria de Urbanismo. Nem do IAB.
Em breve a cobertura do evento estará no site do IUPERJ. E já há um comentário abaixo, da Helia Nacif.