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O boletim de outubro do CEDES/ Centro de Estudos Direito e Sociedade, associado ao IUPERJ, traz um bom relato do debate público sobre a área portuária realizado na PUC na semana passada, junto com um artigo meu e outro de Maria Alice Rezende de Carvalho, professora do Departamento de Sociologia e Política da PUC: http://cedes.iuperj.br/

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Foi um final de semana doloroso, em que a euforia olímpica se viu forçada a confrontar-se com o luto coletivo provocado pela violência e pela ignorância. Mas o debate de ontem na PUC deu novo fôlego à discussão sobre a cidade, e de certo modo contribuiu para espantar a depressão que assola o urbanismo carioca, como tem dito Helia Nacif. De novo, um auditório lotado abrigou mais de 4 horas ininterruptas de discussão, encerradas mais por conta do horário do que por falta de ânimo.

Muitas questões foram levantadas: Por que os projetos da área portuária estão sendo votados antes - e à revelia - do Plano Diretor? Por que os arquitetos, e a sociedade civil como um todo, mal tem sido ouvidos? Por que a Prefeitura não apresentou ainda um plano de massas da área portuária? Por que o Rio não é capaz de aprender com os erros e acertos das experiências já realizadas noutras cidades brasileiras, com relação às Operações Urbanas Consorciadas? A localização das Olimpíadas pode ou não ser mudada? O Rio deve aceitar o argumento - supostamente definido pelo COI - de que o projeto aprovado não pode ser alterado, mesmo que em benefício da cidade? O Rio é uma cidade monocêntrica ou policêntrica? Qual o papel de cada um de nós nesse processo?

Só é lamentável que em meio a um público tão amplo (arquitetos, urbanistas, sociólogos, políticos, historiadores, artistas plásticos, professores e estudantes), não houvesse nenhum representante da Secretaria de Urbanismo. Nem do IAB.

Em breve a cobertura do evento estará no site do IUPERJ. E já há um comentário abaixo, da Helia Nacif.
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Vão participar do debate público sobre a revitalização da área portuária amanhã (segunda, dia 19), na PUC, os arquitetos-urbanistas Sergio Magalhães e Nina Rabha, e os vereadores Aspásia Camargo e Eliomar Coelho. Às 15 horas, no auditório do RDC (R. Marquês de S. Vicente, 225).

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O debate no IAB ontem lotou o auditório e se estendeu até a meia-noite. Foram quase 5 horas ininterruptas de discussão sobre o Porto, as Olimpíadas etc. Arquitetos e urbanistas questionaram a ausência de concursos públicos, a postura do IAB e sobretudo a maneira fragmentada e desarticulada como a cidade está sendo pensada. Representantes da Prefeitura disseram que o projeto aprovado pelo Comitê Olímpico Internacional não pode ser modificado, e portanto a concentração das instalações na área portuária é inviável. Também foi anunciado para hoje o início das obras do Pier Mauá (pela OAS, empresa vencedora da licitação).
A discussão deve ser ampliada no debate de segunda na PUC, do qual participarão o arquiteto Sergio Magalhães e os vereadores Aspásia Camargo e Eliomar Coelho. Às 15 horas, no auditório do RDC (R. Marquês de S. Vicente, 225, Gávea).