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Estética / Senti um fio de esperança ao ler o editorial de ontem do jornal "O Globo". Mas o foco na estética me pareceu equivocado. As questões envolvidas nas transformações urbanas em causa, afinal, são muitas, e bem mais complexas. E se o apelo ao "bom gosto" pode servir para sensibilizar o grande público, ele não pode se sobrepor a todos os outros aspectos - ambientais, técnicos, sociais, políticos etc  - que se encontram profundamente articulados e imbricados na dinâmica da cidade contemporânea. Reduzir essa multiplicidade ao ponto de vista da estética urbana é retornar a uma discussão típica do século XIX, que é preciso superar para enfrentar a complexidade do processo urbano que estamos vivendo.
Ao mesmo tempo, não acredito que a simples mediação de arquitetos nos processos de aprovação de projetos  urbanos possa oferecer garantia contra os desvarios que tem surgido por aqui. Ou não são de arquitetos, também, muitos desses mesmos desvarios, conforme frequentemente temos visto nas páginas do próprio jornal?
Subscrevo  a conclusão do texto, de qualquer modo: "não se pode deixar que uma solução gere uma infinidade de problemas."

Segue o texto completo:
"Descuido com a estética na cidade do Rio

Não se sabe ao certo o motivo, mas talvez a tamanha exuberância da natureza local faça o carioca, e em especial o poder público, não dedicar o merecido cuidado à estética nas intervenções que faz na cidade.
Mesmo quando governantes agem na direção certa, encontram dificuldades. Caso da regulação da publicidade ao ar livre feita pela prefeitura por meio do decreto Rio Limpo, ainda na dependência de decisão judicial para vigorar em toda a cidade. Há evidentes excessos em outdoors e peças publicitárias em empenas de edifícios, mas nem sempre o óbvio é aceito por todos. Sequer o efeito positivo de regulação semelhante feita em São Paulo convence certos setores.

A conjugação de mar e montanha, em doses majestosas, faz a fama mundial do Rio. Mesmo assim — e até por isso mesmo —, é preciso cuidar para que a poluição publicitária, edificações e projetos mal concebidos não manchem a paisagem.

Outro mau exemplo é o de estações do metrô, em que se destaca a da Praça General Osório, algo como uma carapaça em forma de croissant. Não tem qualquer harmonia com o entorno. Há, ainda, horrendas torres de ventilação de estações, e assim por diante.

O presente caso do píer em Y, incrustado, pela vontade de Docas, na altura da Praça Mauá, dá pistas de por que acontecem estas agressões ao bom-senso arquitetônico e ao bom gosto estético. Situado, nas pranchetas da empresa, ao lado do Píer Mauá, o ancoradouro em Y permite ancorar enormes transatlânticos, de altura de arranha-céus, ao lado do Museu do Amanhã e não muito distante do Museu de Arte do Rio (MAR).
Basta um olhar de especialista para perceber que a composição arquitetônica daquela região, no alto da qual está o tombado Mosteiro de São Bento, será prejudicada pela presença destes supernavios. Mas a máquina burocrática funciona com base em razões próprias. Docas resolveu mudar o local do ancoradouro em Y porque próximo ao Píer Mauá já existe profundidade para o atracamento de grandes navios. Foi uma decisão de engenharia, digamos, sem qualquer consulta a outros técnicos.

Do ponto de vista burocrático, tudo certo, tanto que o projeto recebeu licença ambiental. Se o novo cais faz sombra para uma área-chave do projeto de revitalização do Porto, isto não é problema do burocrata que o aprovou. É assim que (não) funciona a máquina.

Estações, torres de ventilação do metrô que mais parecem seres extraterrenos, o novo píer e tantos outros projetos equivocados que existem no Rio deveriam levar à formulação de um modo multidisciplinar de se fazer e aprovar projetos de impacto na cidade, para sempre prever na sua tramitação a mediação de arquitetos, por meio, até mesmo, de suas entidades representativas.

O Rio passa por um ciclo muito bem-vindo de grandes obras. Não se pode deixar que uma solução gere uma infinidade de problemas."

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Hotéis / Ando mais apreensiva desde que abri o jornal um dia destes e vi esta imagem, de um projeto de Paulo Casé para um hotel da rede Atrium na área portuária. Então vamos demolir a Perimetral para encobrir o Corcovado? Indo atrás de mais informações dei com a lista abaixo, publicada no site skyscrapercity, dos novos hotéis em projeto ou em construção no Rio. Não sei até que ponto a relação está correta e atualizada, mas como o registro em si só já impressiona, reproduzo-o aqui, para quem quiser conferir (as pequenas alterações já feitas são as minhas contribuições, por ora, para a atualização da listagem).

HOTÉIS EM REFORMA
1) Hotel Glória Palace, na Glória, da EBX (de Eike Batista), cm projeto de Paulo Casé;

2) Hotel Windsor Atlântica, em Copacabana. EMPREENDIMENTO PRONTO E FUNCIONANDO com 545 quartos;

3) Hotel Nacional – o hotel projetado por Niemeyer em São Conrado será reaberto sob a bandeira INTERCONTINENTAL. As obras estão previstas para começarem em março de 2012, com início estimado das operações em maio de 2014. O projeto de reforma prevê a diminuição do número original de quartos de 510 para 450 unidades;

4) Transformação pelo grupo Windsor de um prédio residencial em hotel na Av. Nossa Senhora de Copacabana nr 335 que operará sob a denominação WINDSOR COPA. EMPREENDIMENTO PRONTO E FUNCIONANDO com 140 apartamentos;

5) Hotel Paris, situado na Praça Tiradentes com Avenida Passos, vendido para o grupo francês de hotelaria LA SUITE. O hotel será reinaugurado no começo de 2014 com o nome de Le Paris, com 22 quartos, restaurante no andar de baixo e um pequeno clube com bar e piscina no andar de cima. 

6) Hotel na Rua do Riachuelo, com 130 quartos, que será retrofitado a fim de ser convertido em hotel. Projeto do Grupo Performance.

7) Hotel Estadual, com 40 quartos, na esquina da ruas do Resende com Gomes Freire (adquirido por investidores escoceses).

8) Hotel Planalto, na esquina da rua dos Andradas com Marechal Floriano (adquirido por investidores escoceses).

9) Hotel Royal Tulip, nova denominação do hotel Intercontinental Rio. Na reforma há previsão de investimentos da ordem de R$ 25 milhões;

10) Hotel Sofitel Rio. Na reforma há previsão de investimentos no valor total de R$ 30 milhões, compreendendo: remodelação de 50 acomodações; refazimento do centro de convenções, do lobby, da piscina, do restaurante Atlantis e do fitness center and last, but not the least, implantação de um spa com alguma marca francesa. Obras parecem que encontram-se suspensas, em razão do litígio judicial para definição do proprietário do imóvel.

11) Reforma completa do Hotel Windsor Miramar, situado na Avenida Atlântica nº 3668. O hotel vai passar por um upgrade de quatro para cinco estrelas, com aporte de R$ 40 milhões. A reinauguração está prevista para setembro de 2012;

12) Reforma do Hotel Turístico, situado na Ladeira da Glória, nº 30, Glória;

13) Reforma do Hotel Pestana Rio, situado na Av. Atlântica 2964. Na reforma há previsão de investimentos no valor total de R$ 18 milhões, compreendendo mudança de mobiliário, decoração e enxoval, incluindo diferenciais novos televisores de LCD, docks de MP3, aumento das capacidades de internet wireless, substituição dos carpetes por piso anti-alérgico em carpete de madeira e renovação da fachada. REFORMA CONCLUÍDA;

14) Reforma do Hotel Granada, na Avenida Gomes Freire 530. Proprietários adquiriram prédio vizinho para ampliação do hotel. Reforma do prédio vizinho ficou pronta e agora teve início a obra de retrofit do prédio original do hotel.

15) Reforma do casarão situado na rua Monte Alegre, em Santa Tereza, que pertenceu à família do ex-presidente Castello Branco, que está sendo restaurado para reabrir como hotel com 16 quartos. Será administrado pelo mesmo grupo do hotel Solar do Império, em Petrópolis;

16) Reforma completa de todos os apartamentos do prédio principal do hotel Copacabana Palace. O tradicional hotel do Rio reabrirá no dia 12 de dezembro, depois de mais de 5 meses fechado.

17) Reformulação do Hotel Debret, situado na Av. Atlântica, 3564. As obras começam em maio de 2012. A idéia é que o empreendimento vire hotel butique com 109 quartos.

18) Reformulação do Hotel Bragança, situado na Av. Mem de Sá, 117 (ao lado da Sala Cecília Meirelles). A fachada será preservada, e seus 125 quartos renovados. O “novo” hotel será explorado por uma bandeira ainda não definida.

19) Expansão do Hotel Golden Tulip Regente em direção à Av. Nossa Senhora de Copacabana, com construção de prédio novo. EMPREENDIMENTO PRONTO e FUNCIONANDO; 

EM CONSTRUÇÃO

1) Hotel Ibis, com 122 quartos, na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana. EMPREENDIMENTO PRONTO e FUNCIONANDO;

2) Hotel Ibis, com 240 quartos, na rua Professor Álvaro Rodrigues esquina com rua Paulino Fernandes, em Botafogo;

3) Edifício anexo do hotel Windsor Flórida, na esquina da rua do Catete esquina com rua Ferreira Viana, no Catete, que passará de 200 para 400 quartos. Obra deverá ficar pronta até o final de 2012; 

4) Hotel Atlântico Business, na rua Xavier da Silveira nr 112 (próximo do Corpo de Bombeiros), em Copacabana;

5) Ramada Hotel, com 273 apartamentos e centro de convenções, na avenida Salvador Allende 500, na Barra da Tijuca. EMPREENDIMENTO PRONTO e FUNCIONANDO;

6) Hotel Ibis junto ao Shopping Nova América (empreendimento da Construtora RJZ/Cirella):

7) Hotel Ibis Budget, nova denominação da bandeira Formula 1, junto ao Shopping Nova América (empreendimento da construtora RJZ/Cirella);

8) Hotel Mercure, na Av. do Pepê, nr 56, com 10 andares escalonados, para obedecer regras de sombreamento. Projeto do grupo Performance;

9) Um hotel IBIS, na Av. do Pepê, nr 56 e saída para a Avenida Gilberto Amado, com 15 andares. Projeto do grupo Performance;

10) Hotel quatro estrelas Well Sunflower, no Recreio, com 279 quartos;

11) Um hotel Mercure, na Tijuca, com abertura em julho de 2013.

12) Um hotel da bandeira Linx (pertencente ao grupo GJP Hotels & Resorts) junto ao Aeroporto do Galeão, com 162 suites distribuídas por 6 pavimentos. O projeto, de R$ 25 milhões, atenderá tripulantes e passageiros. 

13) Anexo do hotel Copacabana Praia Hotel, na rua Francisco Otaviano. Após a expansão, o hotel passará dos atuais 55 quartos, para um total de 179 quartos. Inauguração da expansão prevista para  dezembro de 2013. 

14) Um hotel da Rede Royal com 13 andares na rua Barata Ribeiro 581.

15) Hotel com 450 quartos a ser construído na Rua Martinho de Mesquita, vizinho ao Hotel Windsor Barra. As obras de construção começam em abril de 2014 e têm prazo de conclusão para 2014.

16) Hotel cinco estrelas com 550 quartos, na Avenida Sernambetiba, que receberá a denominação de WINDSOR OCEÂNICO. Prazo de conclusão das obras 2016;

17) Hotel sem bandeira definida que ocupará parte do edifício REC Sapucaí, ora em construção ao lado do Sambódromo. Conclusão das obras previstas para julho de 2014.

18) Hotel GRAND MERCURE com 13 andares e 312 apartamentos, no interior do complexo do Riocentro. Previsão de término das obras em dezembro de 2013. O total de investimentos previstos é de R$ 160 milhões. 

19) Hotel Grand Hyatt Rio de Janeiro, com 436 quartos e previsão de inauguração no segundo semestre de 2015 na Praia da Barra da Tijuca, ao lado do Condomínio Summer Drive.

20) Hotel Hilton, com 298 suites, nos parâmetros do Hilton Serenity Collection, linha mais luxuosa da rede, no Centro Metropolitano da Barra. A inauguração do empreendimento está prevista para junho de 2014; 

EM PROJETO E/OU EM ESTUDO

PARA A BARRA DA TIJUCA

1) Hotel Novotel, com 188 quartos, e 11 andares, na Avenida Sernambetiba nr 5.210 (próximo do Golden Green), Barra da Tijuca, Projeto do grupo Performance, será escalonado, para atender à legislação de sombreamento da orla;

2) Hotel Ritz Carlton, em local ainda não definido;

3) Hotel Four Seasons (provavelmente na região da Reserva), na Av. Sernambetiba; 

4) Ampliação do Hotel Ramada situado na avenida Salvador Allende 500, na Barra da Tijuca, mediante a construção de mais uma torre de uso hoteleiro, além da construção de mais uma torre dedicada ao segmento de longa estada, com 100 quartos;[

5) Um hotel IBIS com 255 quartos, na Avenida Embaixador Aberlardo Bueno, ao lado do Pólo de Cinema e Vídeo. Projeto do grupo Host;

6) Um hotel NOVOTEL, com 150 quartos, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno em frente ao Centro Metropolitano. Projeto do grupo Host;

7) Um hotel 5 estrelas, com 300 quartos, nos arredores das instalações dos Jogos de 2016, desenvolvido pela STX Desenvolvimento Imobiliário;

8) Um hotel com 100 quartos e espaço para eventos anexo ao CasaShopping;

9) Um hotel na avenida José Silva de Azevedo Neto nr 200, na entrada da Península;

10) Hotel do novo Centro de Treinamentos da CBF, na Avenida Salvador Allende nr 5500, bem próximo ao futuro Parque Olímpico Cidade do Rock;

11) Hotel Blue Tree, em local ainda não definido;

12) Hotel Sofitel.

13) Um hotel integrado ao shopping center VILLAGE MALL, focando predominantemente em consumidores de alta renda.   

14) Um hotel que se denominará Heritage, a ser construído pela Calper no Recreio dos Bandeirantes, com 279 quartos, seis salas de convenções e três de reuniões. A entrega do empreendimento está prevista para Novembro 2015.

15) Um hotel Encore by Ramada, com 200 apartamentos e centro de convenções, no local da casa de eventos Ribalta ( futuro hotel se denominará Ramada Ribalta). Entre suas principais características, destaca-se a presença de um Centro de Eventos multiuso com capacidade para 5 mil pessoas . A gestão do futuro hotel ficará com a mineira Vert Hotéis.

Observação: Segundo a ABIH-RJ, serão construídos seis hotéis à beira-mar, na Avenida Lúcio Costa. Três deles nos números 5.210, 5.400 e 5.700, nas imediações do Condomínio Golden Green; outro no número 34.087, já perto do Recreio; um outro na Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi; e um sexto que não teve a sua numeração divulgada. As outras áreas são a Avenida do Pepê 56;.

PARA ARPOADOR E IPANEMA

1) Um hotel boutique administrado pelo grupo espanhol Arena, no terreno de 2.165 metros quadrados onde funcionou o Colégio Isa Prates, ao lado do Parque Garota de Ipanema, no Arpoador.
PARA COPACABANA E LEME
1) Hotel com 170 quartos no terreno onde funciona a Drogaria Popular, na rua Barata Ribeiro, em frente à Praça Cardeal Arcoverde.

2) Hotel da bandeira Accor, com 210 quartos, no terreno onde se situa o Colégio Mallet Soares, situado na Rua Xavier da Silveira, 82, em Copacabana. Projeto da Performance/Odebrecht.

3) Hotel com 66 quartos na Av. Atlântica, no Leme, onde se situava o edifício residencial Erlu. Investidores espanhóis do grupo Arena compraram o prédio por R$ 35 milhões, e pretendem investir outros R$ 35 milhões nas obras de reforma para transformar o local num 5 estrelas que se denominará Arena Leme Hotel. A previsão é de que seja aberto para a Copa de 2014. 

4) Hotel na rua Barata Ribeiro, ao lado do Hotel Bandeirante (Rua Barata Ribeiro 548), no local onde havia a farmácia homeopática De Faria.

5) Hotel Emiliano, na Avenida Atlântica 3804, no local onde até recentemente estava instalado o consulado da Áustria (a casa, que foi projetada pelo arq Julio de Abreu Junior na década de 1920, será demolida).

6) Um hotel de luxo com 12 andares na Avenida Atlântica, no local onde existe o casarão de pedra. O empresário Omar Peres que comprou a mansão em sociedade com o empresário German Efromovich, vai convidar a arquiteta iraquiana Zaha Hadid para o projeto de construção do edifício. O novo hotel se denominará GERMAN-HOTEL

7) Um grande hotel no Leme, no local onde hoje existe um prédio. De acordo com nota do jornalista Ancelmo Gois, o edifício foi adquirido por um grupo inglês. 

PARA A LAGOA
1) Hotel-restaurante-escola com a marca Fasano, no prédio de sete andares, na Av. Epitácio Pessoa, onde um dia funcionou a Faculdade da Cidade.
PARA O JOÁ
1) Resort Txai (seus donos procuram imóvel no Joá);
PARA BOTAFOGO
1) Transformação do prédio residencial da Praia de Botafogo nr 242, atualmente ocupado por diversos consulados, em hotel;
PARA O FLAMENGO E CATETE
1) Hotel Marriott no atual prédio residencial do Clube de Regatas do Flamengo, na Av. Rui Barbosa nr 170. De acordo com notícias divulgadas pela imprensa, o novo hotel do bilionário Eike Batista terá 454 quartos, áreas de lazer, lojas, restaurantes, piscina, salas de reunião e andares de garagem e será cinco estrelas. A transformação de uso do tradicional edifício da Av. Rui Barbosa foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do Flamengo, em 9 de Janeiro de 2012. A previsão é que o hotel esteja pronto até as Olimpíadas de 2016. 

2) Hotel IBIS, com 100 quartos, em endereço ainda não informado. Projeto do Grupo Performance.
PARA O CENTRO E A ZONA PORTUÁRIA
1) Hotel Hyatt Place (quatro-estrelas) na zona portuária;

2) Um hotel de no mínimo 4 estrelas no antigo edifício administrativo da Varig, próximo ao aeroporto Santos Dumont, com 217 quartos, todos com vista para a Baía de Guanabara. A licitação para exploração do futuro hotel deverá ocorrer ainda no mês de outubro/2012, a fim de que o empreendimento possa ser inaugurado antes da Copa do Mundo de 2014; 

3) Um hotel Sonesta, de turismo de negócios (o Sonesta poderá se localizar na Zona Portuária ou na Zona Sul).

4) Renovação do hotel Cruzeiro de Tefé por parte de rede francesa de hotéis boutique;

5) Um hotel na Praça Mauá a ser adquirido por uma rede francesa de hotéis boutique;

6) Um hotel cinco estrelas, 150 metros de altura, 45 andares, e 500 quartos, integrado a um Centro de Convenções a ser construído na Zona Portuária, dentro Pacote Olímpico;

7) Um hotel da rede Pullman, com 150 quartos, na Avenida Cidade de Lima, na Zona Portuária.

8) Um hotel Novotel, com 250 quartos, na rua Equador, na Zona Portuária, dentro do empreendimento PORTO ATLÂNTICO, a ser construído pela Odebrecht Realizações e a Performance

9) Um hotel Íbis, com 350 quartos, na rua Equador, na Zona Portuária, dentro do empreendimento PORTO ATLÂNTICO, a ser construído pela Odebrecht Realizações e a Performance

10) Um hotel econômico com cerca de 200 quartos. O projeto do grupo BHG, prevê inversões entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões para o empreendimento.

11) 2 (dois) hoteis, cada um deles com 500 quartos, mais um centro de convenções, a serem construídos em um terreno atualmente ocupado pela usina de asfalto da prefeitura. O gabarito máximo nesta área chega a 50 pavimentos. O compromisso é que todos os dois hoteis estejam prontos até dezembro de 2015, oito meses antes dos Jogos Olímpicos de 2016.

12) Um hotel Bristol Easy (bandeira supereconomica da rede Allia Hotels), com 110 apartamentos, na região da Lapa (a abertura do Bristol Easy Lapa está programada para acontecer em abril de 2014.)

13) Conversão para hostel butique do casarão situado na rua do Lavradio com Mem de Sá, na Lapa. O imóvel foi comprado pelo arquiteto Hélio Pelegrino e seu sócio Antônio Rodrigues, do Belmonte. Os 30 quartos vão ser feitos de contêineres, num projeto sustentável. 

14) Um hotel 5 estrelas, com 254 suites, da rede portuguesa de hotelaria e turismo Vila Galé, na Rua do Riachuelo, na Lapa. O investimento estimado será de 80 milhões de reais e o empreendimento contará com com 289 quartos, sendo 23 suítes, dois restaurantes, sete salas de convenções e um SPA. A inauguração está prevista para 2014.

15) Um hotel da rede Atrium, projetado pelo arquiteto Paulo Casé. O hotel ficará num edifício que terá 25 andares, sendo que as unidades hoteleiras ficarão nos últimos nove pavimentos. 

EM LOCAL AINDA INDEFINIDO
1) Hotel-boutique da grife Andaz (uma das marcas do grupo Hyatt), em local ainda não definido;

2) Um hotel Rooms, primeiro hotel supereconômico da rede SuperClubs no Brasil.

3) Um hotel Blue Tree na Zona Sul.

4) Um hotel Hotel Índigo da rede IHG

5) Um hotel Innside by Meliá;

6) Um hotel cinco estrelas Meliá

7) Um hotel Iberostar;

9) Um hotel W na zona sul; 

10) Um hotel Trump;

11) Um hotel St. Regis. 



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Metrô / Domingo, dia 25, tem visita guiada aberta ao público ao canteiro de obras da Linha 4 do metrô (Barra/Gávea). A visita está agendada para as 10 horas, e o ponto de encontro será na Av. Niemeyer, lote 13/14 (em frente ao Supermarket, em São Conrado), às 9:45. Mas é preciso se cadastrar antes junto à Central de Atendimento do Consórcio Construtor Rio Barra. telefone: (21) 3389-2100, e-mail: visitaguiada@ccrblinha4.com.br
 

 
 
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Esta quinta, às 19 hs, na PUC: palestra da arquiteta Francine Houben, sócia-fundadora do escritório Mecanoo, sediado na Holanda. 

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++ Foster / Foster está projetando uma quadra na rua Oscar Freire, em São Paulo. Foster está trabalhando no projeto de regeneração de uma área de 20.000 m2 em São Paulo.  Foster está projetando um hotel em Paraty. Foster assinou contrato para projetar um empreendimento da construtora Calper, em algum lugar entre a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, no Rio. Foster vai projetar o mobiliário urbano da área portuária, no Rio. Foster está abrindo escritório em São Paulo. As notícias vem de fontes variadas, e confirmam o que até pouco tempo atrás era impensável.
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+ Foster / Aí está o terreno do projeto de Norman Foster para a Tishman Speyer. Fica entre a Perimetral e a Cidade do Samba, no antigo Pátio da Marítima, em Santo Cristo. O terreno de cerca de 24000 m2 é estreito (cerca de 50 m), mas tem uma frente de quase 350 m para a av Rodrigues Alves - ou seja, para a Baía de Guanabara, hoje encoberta pela Perimetral (já em demolição) e os armazéns. No outro sentido, a paisagem é marcada pelo perfil das montanhas e o Corcovado, ao fundo.

O terreno é um dos três terrenos localizados na área portuária que foram considerados prioritários do ponto de vista da operação urbana em curso na região. Os três pertenciam à União e foram comprados pela prefeitura em 2011. O terreno em questão foi vendido em seguida ao Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha (FIIPM), administrado pela Caixa Econômica Federal, que arrematou em lote único todos os Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), negociados pela prefeitura por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp).

Os outros dois terrenos (Praia Formosa e Usina do Asfalto) compõem a área do Porto Olímpico, que foi objeto de concurso público vencido também em 2011 pela equipe do arquiteto João Pedro Backheuser e teve resultado anulado em seguida, em função de ação civil pública encaminhada ao Poder judiciário pelo Ministério Público estadual.

Posto 11 / nov 12


Foster / 


 









As primeiras notícias saíram há um ano atrás:


"TORRES COMERCIAIS DE ALTO LUXO À VISTA NO PORTO DO RIO

O Porto do Rio vai ganhar torres comerciais de nível ‘triple A’ — empreendimento de luxo de padrão internacional —, raro na cidade. Nesta segunda-feira, a Caixa Econômica Federal fechou acordo com a multinacional Tishman Speyer para a construção. A empresa de investimento de fundo imobiliário é conhecida por grandes obras, como o Rockefeller Center e o Hearst Tower, em Nova York (EUA). “Serão escritórios de alto padrão. Ainda não definimos o início das obras, mas há expectativa para as Olimpíadas”, afirmou o presidente da Tishman Speyer no Brasil, Daniel Cherman.

Na Zona Portuária do Rio, também deverão ser erguidas pelo menos mais três torres, planejadas pelo estado, sobre a Rodoviária Novo Rio.

No seleto grupo de arquitetos da Tishman Speyer, está o inglês Norman Foster, que assina o Parlamento alemão e o Aeroporto Internacional de Pequim, na China. Para o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto, Jorge Arraes, a negociação com a Tishman Speyer foi um marco: “A empresa é internacional e com capacidade de investimento. Vai ancorar e atrair outros empreendimentos”.


Para construir no Porto, a multinacional comprou da Caixa Econômica Certificados de Potencial Adicional (Cepacs), que dão direito de novas construções na região. Não foram informados valores e a área negociada.

O Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, da Caixa, detinha todos os 6,4 milhões Cepacs arrematados da prefeitura em um só lote por R$ 3,5 bilhões. A expectativa é a CEF repasse R$ 8 bilhões à Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto, ao longo de 15 anos, para financiar obras na região." (O Dia, 13/12/2011)
De lá pra cá, Foster circulou pelo Brasil pilotando seu próprio avião, e foi recebido inclusive no Palácio do Alvorada, em Brasília. (http://blog.planalto.gov.br/fontes-de-inspiracao-norman-foster-visita-planalto-e-alvorada-essencias-de-requinte-e-sofisticacao/) Recentemente, seu sócio Mouzhan Majidi anunciou interesse em abrir escritório em S.Paulo (http://www.architectsjournal.co.uk/news/daily-news/foster-sets-up-in-sao-paulo-as-brits-win-brazilian-work/8636497.article). Até que ontem, finalmente, foi divulgada a primeira (e até agora única) imagem do seu projeto para a área portuária do Rio. Aguardemos por mais.
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Amilcar / Passando outro dia pelo Posto 12, me surpreendi ao deparar com a Estrela de Amilcar de Castro. Ué, isto já estava aqui? Este Amilcar não estava no centro da cidade, perto da Praça Tiradentes? 


Dias depois recebo um email da Martha Telles, professora do Instituto de Artes da Uerj, aflita com a nova instalação. Voltei lá, driblei os carros e alcançei o canteiro, meio ofegante.


Na base, duas placas da prefeitura informam que o reposicionamento foi feito a pedido da família do artista. Imagino que o pedido tenha a ver com o desejo de livrar a escultura dos mendigos que a usaram como abrigo e mictório durante tanto tempo. Em princípio, a decisão de deslocar a obra estaria, portanto, justificada. E alguém poderia até evocar como precedente histórico a operação de deslocamento de obeliscos dirigida pelo arquiteto Domenico Fontana na Roma barroca, exemplar do ponto de vista da reestruração urbana de uma cidade-capital que buscava singularizar-se e dar-se uma imagem espetacular, representativa de sua centralidade política, religiosa e cultural.

O problema se repropõe, portanto, em termos. Mas o deslocamento da Estrela de Amilcar é muito diferente: não estabelece nenhuma relação produtiva com o espaço urbano em que se insere, impede a aproximação da obra (essencial do ponto de vista da sua experiência espacial e construtiva), tolhe o giro em torno dela, miniaturiza sua escala e ainda lhe impõe uma base em tudo contrária aos princípios do artista. O texto de Martha é bastante esclarecedor neste sentido, e merece ser lido com atenção:



"A Estrela(1966), escultura de Amilcar de Castro foi transferida do Largo das Artes, região central do Rio de Janeiro,  para o final do Leblon num momento de intenso processo de reestruturação da cidade.  A mudança para a orla do Leblon, um dos cartões postais da cidade, já é por si mesma questionável. Entretanto, chama a atenção o local onde a escultura foi colocada: um dos canteiros centrais que dividem as duas pistas da orla da praia. Estreito e alto, esse espaço inacessível funciona como um pedestal para a escultura. Ali, o pedestal/canteiro engendra uma espécie de espaço ideal delimitador entre o público e a obra, provocando algumas questões sobre a nova moradia da escultura. As obras de Amilcar de Castro e do movimento neoconcretista , do qual Amilcar foi um dos expoentes, não se propunham a libertar a linguagem de arte das molduras da pintura e dos pedestais da escultura? Não se tratava de superar a histórica relação de figura/fundo na arte de modo que as formas e as cores misturassem-se ao fundo, entendido nessa concepção como o próprio mundo?  Enfim, não se buscava repensar as hierarquias da relação da arte com a vida? 

       Em sua atual localização, “A Estrela” não é acessível a um contato mais direto com eventuais passantes desta via pública, o que coloca em xeque outro importante pressuposto das obras de Amilcar: a vivência entre o espectador e a obra. Sem retomar toda a história do movimento neoconcretista, vale a pena lembrar que esses artistas buscavam construir uma nova arte a partir das premissas perceptivas e fenomenológicas que respondessem à necessidade de estabelecer relações outras com a obra, com espaço em torno e com o espectador.  O não-objeto neoconcreto[1] deseja funcionar no tempo atual sendo atualizado somente na presença do espectador, do participante. Em “A Estrela” é preciso um giro circular em torno da obra, que dura o tempo necessário para a compreensão do tempo instaurado. Em outras palavras, é imprescindível experimentar o trabalho com o próprio corpo para a produção de significados. Mas quem vai se arriscar a subir no exíguo e alto espaço do canteiro? 

      No final do Leblon, a escultura de Amilcar oferece na melhor das hipóteses a possibilidade de contemplação de uma obra de arte autônoma[2], concepção com a qual Amilcar e seus pares do movimento neoconcretas romperam.  Digo melhor, porque no atual regime a partir do qual a paisagem carioca vem sendo reconstruída, esta escultura de Amilcar corre o risco de se tornar mais uma imagem no intenso fluxo informacional/imagético constitutivo das urbes na era do espetáculo e do turismo cultural.  Cidades como o Rio de Janeiro vêm sofrendo um agressivo processo especulativo do solo urbano. Nelas, o espaço torna-se cada vez mais abstrato e homogêneo por ser manipulado, controlado e trocado como mercadoria de altíssimo valor econômico. Na esteira de tal dinâmica são elaboradas e implementadas políticas de revitalização e de embelezamento da cidade tanto pelo poder público como por interesses privados. Como observou a teórica Rosalyn Deutsche sobre situação semelhante em Nova York na segunda metade da década de 1980 [3], a retórica do embelezamento e revitalização pode ser entendida como estratégias de construção de imagem de uma cidade integrada, totalizada e coerente, escamoteando os sem números de conflitos e interesses políticos e econômicos existentes nos processos urbanos.

         Na atual situação das cidades, a noção mesma de arte pública exige reflexão. É possível esquecer todas as complexas camadas de significações físicas e culturais, os conflitos políticos subsumidos em um determinado espaço urbano? É aceitável o desconhecimento ao se escolher onde e como instalar um trabalho de arte nas cidades? Em localizações em que as obras respeitem as propostas originais, trabalhos como a escultura “A Estrela” de Amilcar de Castro e de tantos outros artistas contemporâneos são capazes de provocar experiências, despertar os habitantes das cidades sobre relação com o espaço, o entorno, com o mundo. Nesse sentido, o pensamento e a reflexão de arte ainda têm algo a dizer ao sujeito contemporâneo sob o fascínio das imagens onipresentes e incapaz de estabelecer uma relação atual e concreta, enfim mais real e menos virtual, com o espaço em que vive. "



[1] A teoria do não-objeto foi formulada por Ferreira Gullar na tentativa de definir o objeto de arte neoconcreta. De acordo com o crítico,  o não-objeto não é um objeto negativo, nem antiobjeto, “mas um objeto especial em que se pretende realizada a síntese de experiências sensoriais e mentais: um corpo transparente ao conhecimento fenomenológico, integralmente perceptível, que se dá à percepção sem deixar resto. Uma pura aparência”.

[2] O conceito de arte autônoma surge junto com o projeto da modernidade, formulado no século XVIII, segundo o qual os filósofos iluministas pressupunham um campo da ciência objetiva, uma moralidade e leis universais e uma estética autônoma.  Nessa concepção a arte possui leis próprias e não dependi de nenhuma outra atividade ou valor que não sejam os seus próprios, possuindo a finalidade nela mesma.
[3] DEUTSCHE, Rosalyn. Uneven Development: Public Art in New York City. In October. Vol 47. (Winter, 1988). Pp.3-2

(As fotos são de Vitor Silva, e foram extraídas daqui:  http://m.jb.com.br/fotos-e-videos/galeria/2012/09/15/escultura-enfeita-orla-do-leblon/
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O Rio, por Paulo Mendes da Rocha / Paulo Mendes da Rocha inaugura sexta a maior retrospectiva da sua obra, em Vitória, sua cidade natal. Em entrevista publicada hoje no jornal O Globo, ele assume uma postura crítica em relação à situação atual da arquitetura e do urbanismo no Rio e no Brasil:

"Em entrevistas recentes, o senhor se disse “desapontado” com o urbanismo atual no Brasil. Em relação ao Rio e às novas propostas urbanísticas por conta dos Jogos Olímpicos, como a revitalização da Zona Portuária, qual a sua opinião?

É sempre um elogio ao projeto original as formas de se reviver um determinado planejamento urbano. Dito isso, acho que falta atenção à vida doméstica. As revitalizações e obras não podem ser feitas para um espetáculo. Temos que ficar com um belo tesouro desse pretexto (as Olimpíadas) e não com um lixo imprevisto. O Rio tem uma tradição arquitetônica de Lucio Costa, Niemeyre, Affonso Eduardo Reidy... Não vamos agora entregar tudo de uma hora para outra como se fosse algo isolado.

Falando nessa tradição, como o senhor vê a cidade hoje em relação às novas construções e projetos?

Houve um período em branco, de fato, nos anos 1970, 80 e 90. Muita perseguição. Eu mesmo fui cassado pelo AI-5. Mas, hoje, não acho que faltem concursos. Eles são sempre discutíveis. Se há quem saiba julgar, há quem saiba fazer. O que está faltando é planejamento governamental e alianças entre público e privado. Grandes arquitetos deveriam estar sendo chamados pelo governo para fazer projetos para a cidade, como aconteceu com Lucio Costa, Niemeyer e Reidy. A questão urbanística é de caráter político. Só o governo pode promover grandes projetos. Brasília não foi iniciativa privada de ninguém, e aposto que atraiu muitos negócios privados. Não tem que ser uma disputa entre público e privado. Outra coisa importante é que precisamos nos libertar do automóvel. O automóvel é um desastre. E, se você persegue o mesmo modelo há anos, podemos dizer que estamos numa rota dos desastres. O sentido de transformação ainda é muito acanhado. Os projetos de metrô no Brasil são ridículos em relação aos de outros países. A arquitetura se reflete numa educação desde a infância. Não sei como um menino não tem aulas de urbanismo na escola. A cidade é tão importante quanto a língua."
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Outras Cidades / Outras Palavras: a entrevista do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro fala em buscar outro modelo de desenvolvimento. Outros valores, além do frenesi do consumo que tem sido usado como indicador de prosperidade econômica.
 
Uma alternativa para o modelo altamente predatório que tem dominado nossas cidades - seja São Paulo, Belém ou Natal - com edifícios cada vez mais inumanos, fingindo responsabilidade social e ambiental.
 
E carros, carros, e mais carros.  Li ontem no jornal que o Rio tem hoje uma frota de veículos 50% maior do que há dez anos atrás. Nesse mesmo período, o que foi feito aqui em termos de transporte público de massa, infraestrutura viária, saneamento? E que novos edifícios surgiram, dignos da arquitetura e dos espaços urbanos que esta mesma cidade já produziu?
Outras Cidades são também aquelas que seremos capazes de imaginar.  Não esta, dominada por grandes empreiteiras, que recebo na minha caixa de correio esta manhã:


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Canteiro de Operações / Registro da operação recente com containers conduzida por José Resende, Nelson Brissac Peixoto e Heloisa Maringoni no vazio niemeyeriano do Memorial da América Latina, em São Paulo, que será discutida amanhã, na PUC, dentro da programação do Ser Urbano.


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"Portinari é uma praga nacional". A afirmação, claro, é de Ronaldo Brito, em entrevista imperdível na edição de outubro da Revista de História da Biblioteca Nacional, nas bancas.

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SER URBANO 2012: OUTRAS CIDADES / Será sexta, dia 19, a edição 2012 do Ser Urbano, evento anual organizado pelos alunos do Curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio, que este ano se concentra num dia só mas segue com uma programação intensa, voltada agora para discutir experiências e intervenções realizadas em outras cidades:

Programação
9h-12h
EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS
alunos do CAU/PUC-Rio apresentam trabalhos realizados no exterior, em estágios e intercâmbios recentes
mediador: Prof. Gabriel Duarte

13h-14h
OPERAÇÃO IMA
ação coletiva de recobrimento do edifício de arquitetura com tela sintética

14h-16h
CIDADE AMÉRICA: TERRITÓRIO, LIMITES E FRONTEIRAS
profs. Fernando Esposito (Cidade Aberta, Chile), Marcos Favero, Gabriel Duarte e Pierre Martin (South America Project-SAP)
mediador: Prof. Raul Correa-Smith

16h-19h
INTERVENÇÕES URBANAS EM SÃO PAULO: ARTE/CIDADE E CANTEIRO DE OPERAÇÕES
Nelson Brissac Peixoto, José Resende e Angelo Venosa 
mediadora: Profa. Ana Luiza Nobre

19h – 21h
LANÇAMENTO DO LIVRO ARTE/CIDADE, DE NELSON BRISSAC PEIXOTO, E FESTA DE ENCERRAMENTO

Local
PUC-Rio / Edifício IMA
R. Marquês de São Vicente, 225 – Gávea
Rio de Janeiro-RJ

Informações
serurbano2012@gmail.com
www.facebook.com/events/233436843450272/
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À atenção do futuro prefeito / O II Seminário Docomomo-Rio (núcleo local do International Committee for Documentation and Conservation of buildings, sites and neighbourhoods of the Modern Movement), realizado sexta passada no IAB, revelou uma preocupação geral com relação à precariedade dos acervos de arquitetura e urbanismo no Rio e a urgência de protegê-los, sobretudo em face dos processos de transformação urbana em curso. 

A discussão resultou na redação de um documento, a ser encaminhado às autoridades competentes, solicitando a criação de linhas de apoio e suporte destinadas especificamente a constituição, preservação e organização de acervos de arquitetura e urbanismo no Rio; a disponibilização do acervo documental da Secretaria Municipal de Urbanismo (antigo Arquivo de Irajá) e a criação de um museu de arquitetura na cidade.

O documento é assinado pela direção do IAB-RJ, do Docomomo-Brasil e do Docomomo-Rio, representantes de diversos acervos públicos e privados (Instituto Bardi, Casa de Lucio Costa, Fiocruz e FAU-UFRJ), arquitetos, professores e pesquisadores.

É uma iniciativa importante no sentido de chamar atenção para a necessidade de preservar a memória da arquitetura carioca e da cidade, ponto que tem escapado da pauta dos candidatos à eleição de domingo.
2
Copa / Que espaços livres tem Copacabana, além da praia? O arquiteto Rogério Cardeman girou o bairro e descobriu-os muitas vezes escondidos no miolo de suas quadras. O resultado de sua pesquisa - originalmente apresentada como uma dissertação de Mestrado na FAU-UFRJ - é surpreendente, e está no livro "Por dentro de Copacabana. Descobrindo os espaços livres do bairro", que será lançado na próxima terça, dia 9, a partir das 19 hs na livraria Argumento (r. Dias Ferreira, Leblon). 


Posto 10 / out 12

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O arquiteto Pedro Évora é o vencedor do concurso para as instalações olímpicas de golfe, na Barra da Tijuca. Évora é sócio do escritório RUA e professor de Projeto na PUC-Rio.

Posto 9 / set 12

1
Vidler, Le Corbusier e  Koolhaas / Nesta quinta, dia 13, o professor, historiador e crítico de arquitetura Anthony Vidler estará na FAU-UFRJ para uma palestra de tema instigante: "Designing from the air: Le Corbusier over Brazil to Rem Koolhaas over Nigeria". Vidler é um dos pensadores mais influentes do debate arquitetônico contemporâneo, e tem diversos textos e livros publicados. Ele fala às 12h no Auditório Paulo Santos da FAU-UFRJ (4ºandar do edifício da reitoria, Cidade Universitária).

Por coincidência, desenhos originais dos planos urbanísticos de Le Corbusier para o Rio e São Paulo podem ser vistos até 21 de outubro em São Paulo, na bela exposição organizada por Rodrigo Queiroz e Hugo Segawa. São 26 desenhos originais da primeira viagem de Le Corbusier a América, em 1929, que estão no Centro Universitário Maria Antonia, da USP (rua Maria Antonia 258, Vila Buarque). A exposição inclui também os planos para Montevidéu e Buenos Aires, os desenhos publicados no livro "Precisões" e um achado: o projeto não-executado para a biblioteca de Paulo Prado em São Paulo, que seria desenvolvido por Gregori Warchavchik. Todos os desenhos pertencem à Fundação Le Corbusier, e foram complementados por maquetes produzidas aqui.

6
Reidy / O documentário “Reidy, a construção da utopia” , de Ana Maria Magalhães, será lançado em DVD - dentro da coleção Canal Brasil - amanhã, quarta, dia 22, às 19:30, na Livraria da Travessa de Ipanema (Visconde de Pirajá, 572). 
O DVD está à venda também aqui:
http://www.2001video.com.br/
http://www.travessa.com.br/
5
Venosa / A exposição de Angelo Venosa no MAM é uma aula para arquitetos. Não só pelas obras em si - derivadas de um pensamento estrutural e formal que mostra grande aproximação com procedimentos projetuais contemporâneos em arquitetura - quanto pela sua inserção no espaço nada fácil de Reidy. Dia 1/set, sábado, às 16 hs, Luiz Camillo Osório e Flora Sussekind conversam com o artista sobre o seu trabalho no recinto da exposição (basta cruzar o salão de exposição para encontrar a sala, no fundo). A exposição fica no MAM até dia 23 de set, e tem curadoria de Ligia Canongia.
4
CineCidade / O Centro de Arquitetura e Urbanismo da Prefeitura do Rio de Janeiro (R. São Clemente, 117) vem realizando encontros mensais com a projeção de um filme de curta ou média duração sobre a cidade, seguido de debate com professores e pesquisadores envolvidos com o tema.

Na próxima quarta, dia 15, às18:30, passam dois filmes:
Quando a rua vira casa
de Tetê Moraes, 1980, 20 min.
e
Catumbi, história de um bairro
de Mário Palmieri, 1972, 10 min.

Os comentários ficarão a cargo de Marco Antonio da Silva Mello (LeMetro/IFCS-UFRJ e INCT-InEAC/UFF), Jean Pierre Janot (CAU/SMU) e Maria Ernestina Gonçalves da Cunha (GLP-AP1/SMU).
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Modernismo e modernidades / Estão abertas as inscrições para o curso "Modernismo e Modernidades", organizado por Eucanaã Ferraz e Eduardo Coelho e realizado no Instituto Moreira Salles, na Gávea, entre agosto e setembro. Serão 5 aulas, centradas em literatura (Eduardo Jardim e Murilo Marcondes), música (Jorge Coli e Paulo Aragão), artes plásticas (Carlos Zilio e Luiz Camillo Osório) e arquitetura (Roberto Conduru e eu), mais uma discussáo sobre o "depois" (Fred Coelho e Evando Nascimento). Bons encontros.