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Olhares sobre Lelé / Outra publicação recente - lançada quinta passada, em Brasília, é o livro "Olhares. Visões sobre a obra de João Filgueiras Lima". O livro foi organizado por Claudia Estrela Porto e publicado pela editora da UnB. Os textos - em sua maior parte publicados originalmente na revista francesa Le Visiteur - são assinados por vários autores: Hugo Segawa e Ana Gabriella Guimarães, Maria Elisa Costa, Claudia Porto, Yopanan Rebello e Maria Amélia Devitte, André Correa do Lago, Andrey Rosenthal Schlee e eu. O livro foi lançado na abertura do seminário sobre Lelé e Darcy Ribeiro, por ocasião da inauguração do Memorial Darcy Ribeiro, projetado por Lelé e inaugurado esta semana no campus da UnB, depois de apenas 5 meses de obra.




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+ Lelé / O site ENTRE fecha o ano com um presente de Natal: uma excelente entrevista com Lelé, em que são discutidos a fundo os temas e problemas fundamentais envolvidos na sua prática projetual: racionalização, pré-fabricação, industrialização, tecnologia, mas também instinto e até sustentabilidade. Para Lelé, "não adianta discutir sustentabilidade da construção se não queremos trabalhar. É preciso enfrentar o problema da construção."

A entrevista - que é inédita - foi realizada por um então aluno e hoje professor do Curso de Arquitetura da PUC-Rio, Adriano Carneiro de Mendonça (autor também da foto acima, do canteiro de obras do hospital Sarah-Rio, inaugurado há poucos meses na Barra da Tijuca).

E tem ainda o projeto completo dos estudantes que venceram o concurso da Bienal de São Paulo. Entre aqui: http://www.entre.arq.br/









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O recém-inaugurado hospital da Rede Sarah Kubitschek no Rio representa o somatório de todas as experiências profissionais de Lelé, em termos de erros e acertos, desde Brasília. Estão aí presentes, e refinadas, todas as diretrizes projetuais fixadas pelo arquiteto ao longo dos últimos quarenta anos.

Por isso dói um pouco saber que o Sarah Rio é também o último da série de hospitais projetados e fabricados por Lelé para a Rede Sarah. Há poucas semanas, ele deixou a Rede Sarah, depois de décadas, e criou o Instituto Brasileiro de Tecnologia do Habitat. O Instituto, também sediado em Salvador, é uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). Ou seja, é uma ONG que pode desenvolver parcerias e convênios com todos os níveis de governo e órgãos públicos, mas também com a iniciativa privada (permitindo, inclusive, que doações realizadas por empresas sejam descontadas no imposto de renda).

A boa notícia é que isso deve viabilizar uma ação mais alargada de Lelé, inclusive no âmbito do ensino, onde sua presença se faz cada vez mais necessária.

Posto 5 / mai 09

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A inauguração do Hospital Sarah-Rio está sendo amplamente noticiada pela imprensa carioca. Mas o nome de Lelé tem sido injustamente omitido. É mais um triste sinal do descaso pela arquitetura no Rio de Janeiro. Segue carta que enviei hoje ao "Globo":

"A inauguração do Hospital Sarah-Rio, destacada na primeira página do jornal "O Globo" de hoje, de fato integra o Rio a uma rede hospitalar reconhecida internacionalmente. Mas não apenas na área da Saúde. Também no campo da Arquitetura a Rede Sarah é hoje referência indiscutível, e isso graças à ação do arquiteto João Filgueiras Lima, Lelé, autor dos projetos de todas as suas unidades e coordenador do Centro de Tecnologia da Rede Sarah (CTRS), localizado em Salvador. Lelé está entre os maiores arquitetos brasileiros de todos os tempos, e é uma ofensa à própria arquitetura brasileira que seu nome não seja sequer mencionado nas matérias publicadas na imprensa carioca."





























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Boa notícia: o Hospital Sarah-Rio, projetado por Lelé em Jacarepaguá, será inaugurado amanhã. As fotos foram feitas agora à tarde, e estão longe da grandeza da obra.







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OS.2 / Também na Câmara Municipal discute-se nestes dias a introdução do modelo de gestão de determinados serviços públicos – das áreas de educação, saúde, cultura e esporte - por meio das Organizações Sociais, nos moldes da Lei Federal n.9637, de 15.mai.98. O projeto, encaminhado à Câmara pelo prefeito Eduardo Paes em fevereiro, foi discutido em audiência pública realizada ontem. Diante da polêmica que vai se armando, vale lembrar que deve-se à primeira instituição pública não-estatal brasileira - a Associação das Pioneiras Sociais, criada em 1991 – a gestão impecável da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, que se tornou sinônimo da arquitetura exemplar de João Filgueiras Lima. O Rio, aliás, conta com duas unidades da Rede Sarah: o Centro de Reabilitação infantil, aberto em 2002, e o Hospital Sarah-Rio, em vias de ser inaugurado. Ambos situam-se junto à Lagoa de Jacarepaguá, e reafirmam (como se isso ainda fosse preciso) a qualidade verdadeiramente extraordinária – porque fora do comum, rara, admirável – da arquitetura de Lelé.